domingo, 17 de maio de 2015

Novo conceito de amizade: de amigo real ao “amigo eletrônico”? - Por Welyson Lima

Foi-se os tempos em que amizade era tida como sinônimo de apreço, elo, doação entre as pessoas envolvidas, solidariedade, enfim; sentimento de verdadeira ternura e respeito... Foi-se os tempos em que as pessoas costumavam sair juntas, conversar, trocar ideias de uma para com outra, estudar e fazer valer uma série de outras atividades que uma amizade real e verdadeira faz com que apareça.

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Porém, o tempo passa e com ele tudo muda... E assim como aconteceu com outras das nossas relações sociais, as relações amistosas sofreram drásticas mudanças em virtude, sobretudo, de que nossa vida contemporânea é permeada pela tecnologia digital.

É de consenso de todos que os aparelhos eletrônicos têm um papel importante e útil na vida social como um todo, incluindo as ambiências do trabalho e do entretenimento. No entanto, o advento da tecnologia, cada vez mais presente em nossas vidas, alterou e de maneira drástica o conceito e a forma de se construir relações de amizade entre pessoas.


O fato é que hoje em dia praticamente não se sabe mais o que é “amizade real”, aquela amizade em que se vê abraços, se demonstra estima, respeito, numa interação pessoal entre os envolvidos. O que se percebe, especialmente entre os jovens, é a chamada “amizade virtual”. Os jovens têm “amigos eletrônicos ou virtuais”. Digo “eletrônicos” porque os próprios aparelhos, como por exemplo o celular, é que são objetos de estima e apreço.

Comum é vermos as pessoas se comunicando, trocando ideias pelas redes sociais, tais como Facebook e outras, do que se encontrando pessoalmente, em qualquer que seja o ambiente, para tornar essas trocas de ideias mais significativas e assim fortalecer essas relações amistosas que se iniciaram na internet.

Portanto, só tendem a perder aqueles que escolhem fazer e manter esse tipo de amizade, a chamada “amizade virtual". Porque não há nada mais prazeroso e agradável do que ter um “amigo(a) real” do lado, para assim conversar, desabafar, ter momentos juntos e dessa maneira atribuir mais significado ao que “amizade” simboliza de verdade.
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*Welyson Lima é licenciado em Letras pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).



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