domingo, 9 de dezembro de 2012

Igrejas evangélicas, um negócio muito lucrativo

Igrejas evangélicas se tornam a cada dia um negócio muito lucrativo, podendo ser consideradas verdadeiras empresas. Líderes religiosos comercializam a palavra de Deus escrita na Bíblia Sagrada e assim, conseguem atrair não apenas um número infinito de fiéis, mas também seus recursos financeiros.

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Este artigo é uma crítica, não a todas, mas às milhares de igrejas evangélicas em todo mundo que visam apenas o lucro. Aqui trato de uma situação real, não questiono o pagamento de dízimos, nem faço citações bíblicas, muito menos cito nomes de igrejas. Você pode concordar ou não com o que está escrito. Pode também expressar sua opinião sobre o assunto fazendo um comentário mais abaixo com seu perfil do Facebook ou Blogger/Google.

Muitas igrejas evangélicas possuem metas financeiras a serem cumpridas mensalmente. O dinhieiro deve ser proveniente dos dízimos, ofertas e de vendas de objetos ungidos que, ao serem adquiridos, segundo a propaganda das igrejas, trazem graças e bençãos para quem os comprou.

Pastores funcionam como os gerentes dessas igrejas/empresas. São obrigados a cumprirem as metas de qualquer forma. Quando não conseguem, sofrem diversos tipos de punições como corte de salários e de regalias e transferência para outra igreja. Para estimular esse cumprimento de metas, as igrejas ditribuem aos pastores uma comissão do dinheiro arrecadado.

O dinheiro obtido pelas igrejas pode ser usado como seus líderes bem entenderem. As igrejas não são obrigadas a pagar impostos. Algumas igrejas ainda se preocupam em prestar conta aos fiéis, relatando todo dinheiro arrecadado e as despesas com que foram gastos. Outras igrejas nem sonham em fazer isso.

O dinheiro da igreja pode ser aplicado na própria igreja ou na aquisição de bens por seus líderes ou donos dessas igrejas. E para aumentar ainda mais o lucro, é comun essas igrejas abrirem mais congregações - as chamadas franquias - nos mais diversos locais possíveis.

A palavra de Deus e Jesus Cristo presentes na Bíblia Sagrada é usada como um objeto e comercializada em troca de dinheiro. A frase mais constantemente falada por pastores mercenários é "traga seu dízimo, sua oferta, pois assim você será abençoado". Diante disso surge a pergunta: você já imaginou Jesus Cristo cobrando para te abençoar?

Como as igrejas se tornam cada dia mais lucrativas, a internet já tem até tutoriais e manuais de instruções sobre como criar uma igreja. Há também quem diga que, diante da crise e falta de emprego, uma boa alternativa seria a fundação de uma igreja.

São milhares de denominações de igrejas evangélicas existentes em todo planeta e a cada dia surgem mais. Boa parte delas - a maioria absoluta - com o único objetivo de obter lucro financeiro. Onde será que isso vai parar?

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5 comentários:

  1. Desde o comeco da humanidade vende fe sempre foi um bom negocio

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  2. Que ironia! Martinho Lutero, precursor do protestantismo, que lutou contra as indugências da igreja católica, na idade média, vê o retorno das negociações ou vendas das bençãos e misericóridias infinitas de Deus nas maiorias das igrejas protestantes de hoje.

    Lutero ensinava que a salvação não se consegue com boas ações, mas é um livre presente de Deus, recebida apenas pela graça, através da fé em Jesus.

    Bom! Deus é o que é, Jesus veio e se foi pobre, Lutero deve está balançando a cabeça com a mão no queixo de decepção, mas e daí se os negociadores de Deus estão ricos?

    " Senhor Perdão, se eu não creio em profecias viciadas nos trocados da minha mão."

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  3. Seria bom se o amigo refinasse melhor seu ponto de vista. Em relação à religião no Brasil, mais preciso de cunho protestante. Sabemos que vivemos em um país laico (Estado é oficialmente neutro em relação às questões religiosas, não apoiando nem se opondo a nenhuma religião) onde o cidadão tem o direito de fazer, que lhe melhor convier com sua Fe. Pais esse que julga a intolerâncias religiosas como crime No Brasil, a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, alterada pela Lei nº 9.459, de 15 de maio de 1997
    Lei nº 11.635, de 27 de dezembro de 2007. Esse princípio consta também no art. 5º, VI, da Constituição Federal, garantindo toda a liberdade de credo e culto. Temos direto de expressar nossa opinião. Mas sem agredir os direitos adquiridos alheios. Adolf Hitler defendia uma tese que apenas uma minoria era certa. E o resto merecia ser aniquilado; quando levantamos uma tese sem elementos comprobatórios do todo, a mesma fica obscura. Em se tratando de religião, raça, cor, etnia ou opção sexual ai dá margem à incitação por que influenciamos a opinião dos outros. Configura se um crime.
    Acusar todas as igrejas evangélicas e seus lideres de comercializam a palavra de Deus e uma falácia impensada irresponsável e infeliz. No âmbito criminal e uma calunia e difamação aos milhares de homens de Deus que tem sido verdadeiros na obra de Deus nesse mundo afora. Qual e a minoria e a sua? Ou você e ateu?

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    1. Acusar todas as igrejas? Hum, acho que nem se deu ao trabalho de ler o artigo, pois no segundo parágrafo, começa com "Este artigo é uma crítica, não a todas,..."

      E mais, a mesma constituição que prega o direito a qualquer tipo de culto, também prega a liberdade de expressão de opinião, seja lá sobre qual for o assunto.

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  4. Senhor Domingos o sr. está equivocado com relação ao conteúdo da matéria, o que foi colocado aqui é simplesmente a mais pura realidade sobre algumas igrejas protestantes atuais, não todas,não foi citado sequer em nenhum momento o nome de nenhum pastor ou igreja, a matéria imparcial, trata disto somente,e não se refere somente ao dízimo que é de fato bíblico, basta ligar sua TV no canal do pastor Valdimiro e o Senhor vai ver o quanto é deprimente, cito-lhe um exemplo: No Natal ele estava pedindo aos fiéis R$70,00 por uma chave de plástico, outro dia R$200,00 por um tijolo de plástico e por aí vai... pra que prova maior que essa, e quantos como ele existem por aí, isso sim é um crime! Se não fosse verdade não seria o assunto do momento. Outra coisa, o Castro é evangélico e mesmo se ele fosse ateu a opinião dele seria a mesma, afinal os ateus também são cidadãos a não ser que o sr. pense o contrário. Entendo muito bem sobre leis e nem por isso tento coagir ninguém utilizando-as. Afinal, estamos em um país democrático.

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