domingo, 17 de abril de 2011

Maranhão é o estado do Brasil com menos Bullying, afirma pesquisa

A pesquisa "Bullying no Ambiente Escolar", realizada pela Plan Brasil em 2009, revela a situação das relações entre os alunos dentro das escolas. Entre as 25 escolas de todo o país, três cidades do Maranhão foram selecionadas para representar as escolas da região Nordeste: Codó, Timbiras e São Luís. Nas escolas do Maranhão, quase 40% dos alunos disseram ter visto um ou dois colegas serem maltratados e 15% disseram que já sofreram agressões.

A preocupação dos pais e professores cresce cada dia mais com o novo tipo de agressão que vem ganhando espaço dentro das escolas. O bullying, que é uma prática antiga, está ganhando destaque devido às tragédias como a da escola de Realengo. A amostragem das escolas do Brasil revela que mais da metade do total de estudantes responderam ter presenciado cenas de agressões entre colegas, enquanto 30% deles declararam ter vivido ao menos uma situação violenta.

Segundo dados da pesquisa, a ocorrência de bullying é mais freqüente na região Sudeste, seguido pelas regiões Centro-Oeste, Sul e Norte. O Nordeste aparece apenas em 5º lugar e apresenta os menores indicadores desse tipo de violência. O motivo mais aceito para explicar as ocorrências foi o fato de os agressores buscarem a popularidade junto aos colegas pela sensação de poder em relação aos demais. Já a maioria das vítimas respondeu que apresentam alguma diferença em relação aos demais colegas, como um traço físico marcante, algum tipo de necessidade especial ou ainda objetos que indiquem um elevado grau socioeconômico.

Encontro - Aconteceu, ontem, o I Seminário Internacional sobre o Bullying Escolar e Cultura de Paz na Assembléia Legislativa. Professores e alunos reuniram-se no evento para discutir ações de combate às agressões. O Maranhão é o estado pioneiro a criar uma lei específica para o bullying nas escolas.

O evento organizado pela Plan, a Secretaria de Educação de São Luís e a Universidade Dom Bosco contou com a participação de palestrantes de Portugal, Espanha e de outros estados do país. Foram promovidas palestras e mesas-redondas sobre as conseqüências do bullying para as vítimas e também para os agressores.

Também estiveram presentes na mesa de discussões membros da Polícia Militar, Secretaria Estadual de Educação e da Vara de Infância e Juventude. Segundo a Secretária Municipal de Educação, Suely Tonial, uma pesquisa está sendo realizada para determinar o quantitativo dos casos de bullying em todas as escolas da capital.

São Luís possui, hoje, 110 mil alunos matriculados somente na rede municipal de ensino. A secretária municipal de Educação disse ainda que os dados captados pela pesquisa representam apenas parte dos casos. "Há muitos alunos omissos nesse contingente por medo de sofrer represálias. É o mesmo motivo pelo qual eles não informam a diretoria da escola ou aos pais", disse.

Durante as palestras, o professor Alexandre Ventura, da Universidade de Aveiro - Portugal, chamou a atenção dos participantes para o terceiro tipo de agressão, além da verbal e física, o bullying indireto. Os boatos injuriosos, anônimos ou não, lançados na internet, por meio das redes sociais, também podem ser considerados casos de bullying. Fotos e vídeos são postados em sites e recebem milhares de comentários, na maioria das vezes, constrangedores.


SOLUÇÃO

Em novembro de 2010, o Estado do Maranhão aprovou a Lei Estadual de Enfrentamento ao Bullying Escolar pela primeira vez no país. A lei prevê a inclusão de medidas de conscientização, prevenção e capacitação de professores e alunos no projeto pedagógico das escolas da rede pública e particular do estado.

Em Codó, primeira cidade a adotar as medidas, as escolas já realizam atividades recreativas e disciplinares para promover a socialização. Os próprios alunos encenam uma peça teatral em que elementos típicos do bullying, como o negro, o pobre e o "aluno gordinho", demonstram o sofrimento causado pelas agressões.

Nas escolas de São Luís, algumas unidades já receberam palestras e oficinas similares às ações de Codó. A aluna da 7ª série da U.E.B Cidade Olímpica, Dienny Suelma Belfort, que também participou da mesa de discussões, fez um breve relato de sua experiência pessoal com o bullying. "Já sofri muita discriminação por parte dos outros alunos por causa da minha deficiência física. Mas com as ações na escola, os outros vêem que eu sou igual a todos", declarou.

MAIS

No encontro também foi lançada a inclusão dos casos de bullying no Disque-Denúncia. A denúncia é anônima e pode ser feita através do número 3223-5800 por qualquer aluno que sofrer agressão verbal ou física . Após a captação das informações, a equipe de atendimento à vítima entrará em contato com a direção da escola para que sejam tomadas as devidas providências.

NÚMEROS

1.033 Alunos de 5ª a 8ª série representaram a região Nordeste

1,5% Disse sofrer maus-tratos dentro da escola todos os dias

20% Das escolas punem os agressores
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Referência: Portal IMirante.


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