quarta-feira, 25 de maio de 2016

Os Livros e a Tecnologia: escolha seu refúgio preferido - Por Neemias dos Santos*

Fala-se muito que os computadores, e-books e agora os tabletes estão, aos poucos, substituindo os livros impressos (tradicionais). Acredito que isso possa acontecer com aqueles que já têm adquirido o hábito da leitura e querem sofisticar a forma de ler. É bom lembrar que os computadores pessoais chegaram ao mercado na década de 80 - século passado e, mesmo assim, o crescimento do mercado de livros continua ascendente.

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Em tempos incertos, a exemplo do qual vivemos, em que guerras e crises estouram a cada mês, estímulos e exigências chovem sobre nós, e cada vez mais é necessário um lugar em que nada seja imprevisível. Um lugar em que podemos nos aconchegar e esquecer o dia a dia; um lugar em que tudo está exatamente como queríamos.


Alguns buscam uma ilha deserta, para escapar das engrenagens das determinações humanas em maravilhas naturais. Outros se escondem em mundos virtuais, como na internet. Há ainda quem procure as tradições orientais a fim de escapar da rotina.

Infelizmente, em alguns casos, simplesmente não há escolha. Muitos são forçados a fugir daquilo que chamavam de lar para sobreviver em um país estranho. Outros escolhem apartar-se do mundo real e se fecham em condomínios de luxo, cheios de apetrechos tecnológicos.

Apesar do conforto que estes novos aparelhos proporcionam como: leveza, possibilidade de aumento e redução das letras - facilitando a leitura, a consulta de dicionários (de forma rápida e online), além da facilidade de comprar o exemplar desejado, é provável que sempre haja leitores apaixonados pelas edições impressas.

Depois de uma boa leitura, os bons livros merecem ser guardados em um local especial para serem, no futuro, emprestados, relidos ou consultados; permitindo relembrar as anotações feitas, os pontos que foram sublinhados, enfim, viajar ao tempo da leitura como se o livro fosse um álbum fotográfico.

No Brasil, ainda há muito espaço para o desenvolvimento da leitura, impulsionada pela melhoria das condições econômicas e o crescimento da classe média. Um livro aqui ainda custa caro e, por isso, a iniciativa de realizar bienais e exposições livrescas (como está acontecendo neste mês de Maio, em São Luís – MA, a FLAEMA: Feira do Livro do Autor e Editor Maranhense) são uma ótima oportunidade para aproximar os leitores das editoras e, principalmente, ter contato com os autores convidados que costumam participar destes eventos.

Os jovens, com o uso da tecnologia, têm a integração das redes sociais e a possibilidade de estar conectado o tempo todo, lendo e escrevendo muito mais. Em nossa cidade a quantidade de livrarias ou bibliotecas é pequena, a ponto de inexistir qualquer estabelecimento em muitos bairros populosos e desenvolvidos! Talvez a tecnologia ajude a suprir essa deficiência, pela via da compra online, mas certamente não irá substituir o prazer de visitar uma boa e ampla livraria podendo tocar e folhear cada exemplar.

Ainda assim, o fato é que não há quem não precise de um lugar para chamar de seu. O mundo é inexplicável, incontrolável e, muitas vezes, extremamente frustrante. Encontrar algum local onde isso tudo acaba é um suspiro de alívio em meio a toda a correria da modernidade.

Neste claro, examinamos o refúgio, essa necessidade humana que pode ou não ser uma escolha. Por isso, se você ainda não é um leitor frequente, aproveite: leia um livro e comece um novo hábito. Segundo (MEDEIROS, Martha. 2001, p. 23): “Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.”

Esperamos que o texto deste breve artigo possa servir, além de sua tradicional função, como uma maneira de escapar de seu dia a dia estressante. Então, escolha seu refúgio preferido: pode ser seu quarto, uma praia deserta, um banco ao ar livre ou até mesmo na internet e tente procurar aqui a fuga que você precisa.
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*Neemias dos Santos Almeida é Professor e Pedagogo, Pós-graduado. Naturalizado em São Luís – MA, Colunista, Membro da ONG Atuação Voluntária, Escritor, Voluntário junto ao órgão internacional PNUD/Brasil, e ávido leitor que vive a internet e suas excentricidades desde 2001.

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