terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Não seja irresponsável no uso da Internet! - Por Welyson Lima*

Que a internet chegou para facilitar a vida moderna e deixar tudo mais moderno, isso é fato, indiscutível. Porém ao utilizá-la, faz-se necessário que tenhamos no mínimo responsabilidade por aquilo que fazemos e/ou postamos no uso da mesma. Racismo, pedofilia, traições e preconceitos dos mais variados são cada vez mais constantes na internet. Isso porque ela também, infelizmente, potencializou atitudes negativas como essas citadas.

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Não são poucos os casos de crimes virtuais vistos frequentemente e praticados por pessoas irresponsáveis, infelizes e que, por falta do que fazer, debruçam-se diante das teclas para “destilar veneno” nas pessoas de bem. Isso se dá porque a impunidade persiste em existir neste País, apesar de considerarmos triste e lamentável. E essa sensação de impunidade encontra no anonimato seu lugar de “refúgio”, já que atrás de um computador é sempre mais fácil compartilhar pensamentos preconceituosos, maldosos e negativos. Quantos casos de assédio virtual a crianças vemos acontecer e serem noticiados? É, caro leitor, os crimes virtuais não podem ser vistos como menos grave...

Quem não se recorda da declaração desumana feita por uma estudante de Direito, por nome Mayara Petruso, de São Paulo? Disse ela: “Nordestisto não é gente, faça um favor a SP, mate um nordestino afogado”. Quanto a essa declaração estúpida, a linda Jornalista Raquel Sheherazade rebateu bem logo após o episódio.

E os inúmeros casos de racismo, o que dizer? Bem mais recentemente tivemos o caso dos dois jogadores de futebol: o zagueiro Dante, do Wolfsburg, equipe alemã, acusado de “entregar” a Copa de 2014 para a Alemanha, que foi xingado na sua própria página no Facebook, sendo que nesses xingamentos, inúmeras mensagens racistas foram publicadas. O outro jogador foi Michel Bastos, meia do São Paulo, chamado de “macaco” em sua conta no Instagram. E já tivemos vários outros casos: O da “Majú”, da Thaís Araújo etc., apenas para citar pessoas públicas. E as tantas pessoas não-públicas, não famosas?

O que se quer aqui neste artigo é chamar a atenção às autoridades, trazer à tona reflexão, e alertar àqueles que foram e são vítimas de crimes virtuais, de que se calar não é a atitude mais viável, é necessário sim fazer a denúncia. Existem canais de denúncia que investigam até mesmo a procedência das mensagens, ainda que tenham sido publicadas anonimamente. A própria Polícia Federal disponibiliza um site para denúncia (clique para acessar), além de outros.

Como ser humano, fica aqui o meu particular repúdio a essas práticas. E meu apoio e disposição a todo tipo de campanha que tenha ideologicamente o intuito de combater esse tipo de crime, assim como outras práticas desumanas, tal qual o racismo e a essa “ xenofobia” desmedida e persistente no País com relação aos nordestinos.
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*Welyson Lima é Letrólogo, Colunista, Revisor, Corretor e Redator no Jornal O Mearim.

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