quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Cadê o transporte público coletivo de Bacabal? Falta de compromisso, responsabilidade, interesse ou o quê? - Por Wherlyshe Morais*

Em 2013, no auge do levante popular, milhares de pessoas tomaram as ruas de diversas cidades do Brasil, levantando diversas bandeiras e fazendo muitas reivindicações. Tal ato chegou a ser chamado de “O GIGANTE ACORDOU”. É, realmente acordou, mas logo adormeceu. Em Bacabal não foi diferente, foram às ruas várias pessoas com suas reivindicações na ponta da língua e postas em cartazes, e uma das principais reivindicações foi a implantação de TRANSPORTE PÚBLICO COLETIVO em nosso município.

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Tendo em vista o crescimento de nossa cidade, a carestia e oportunismo de alguns maus profissionais de transporte alternativo, nasceu esta necessidade dentre as pessoas que não possuem veículos automotores. Alunos das universidades da Avenida João Alberto são os mais prejudicados nesse quesito, porque além de ser um trecho meio deserto, é fora do perímetro urbano da cidade e os estudantes se quiserem chegar ali para cumprir seus papéis, têm que desembolsar quantias mensais para pagar seus transportes alternativos e se quiserem ir fora do horário de aula para o campus, por exemplo, no período da tarde é melhor ter 10,00 ou mais para pagar para moto-táxis. Fora o descaso tido com a avenida, que por falta de manutenção no asfalto e fna iluminação pública passa quase os 365 dias do ano no escuro.


Pois bem, logo após as manifestações foi montada uma equipe para ficar cobrando das autoridades locais do município o cumprimento das reivindicações, dentre elas o transporte público coletivo. Vamos supor, que foi montando uma pauta reivindicatória com 100 itens, de lá para cá foram consolidadas, digamos, que uma ou duas. E o transporte público? Pois é, esse foi para o fundo do fundo das gavetas mais baixas da administração deste município, e olha que não foi falta de cobrança.

A equipe que ficou responsável por cobrar fez seu papel. Fomos em várias reuniões com o secretário de administração, o senhor Sirino Rodrigues e uma delas participou o secretário de juventude Frank Oliveira. Fomos iludidos, enganados e por quê não dizer que fomos feitos de besta? Esse foi o sentimento que ficou depois que a atual gestão do município nos ganhou no cansaço. Nas reuniões mostraram para nós rotas, preços, quantidade de funcionários, possíveis paradas, quantidade de gasolina, possíveis locais de ponto de integração e até foi dito que uma empresa já teria ganho a licitação. E aí, sabe o que aconteceu???? NADA!!!!

Agora estamos às vésperas de novas eleições, alguns grupos estão de olho no emprego de prefeito, vice-prefeito, vereadores e os que entram juntos. Que tal reacender a chama da implantação do transporte público coletivo em nosso município novamente? Sabemos que algumas pessoas não concordam, pois não querem ver o progresso da nossa cidade, pensam que a população (quase 120 mil) é obrigada a viver refém de transporte informal. Não somos obrigados a isso, é de responsabilidade do município o bem estar de seu povo. Bacabal é uma cidade grande e com um grande número de pessoas carentes que necessitam urgentemente de transporte público coletivo, não de graça, vale lembrar, mas um valor acessível de acordo com a realidade do município e abrindo para o pagamento de meia passagem para estudantes e um número X de acentos para idosos.


A preocupação de menos de 1% (muito menos) da população de nossa cidade é com o transporte alternativo, como exemplo os moto-táxis, que trabalham os três horários divididos em turnos, juntando com piratas e etc. Tem os taxistas também, que cumprem os mesmos horários. Algumas perguntas: A implantação de transporte público coletivo em nossa cidade vai fazer esses trabalhadores passarem fome? Em São Luís, Santa Inês, Pinheiro, Imperatriz, Açailândia é demais municípios que existe transporte público, algum moto-táxi ou taxista morreu de fome? Se existem dados nos mostrem. A resposta destas perguntas é apenas uma: NÃO! Nunca morreu e nem vai morrer de fome. O transporte público em Bacabal vai beneficiar centenas de pessoas, não é possível que por causa de menos de 1% da população vamos deixar o restante na mão? NÃO É JUSTO!!!!!
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*Wherlyshe Morais é acadêmico de Ciências Sociais no campus de Bacabal da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Fotos: Castro Digital - manifestação Vem Pra Rua em Bacabal.

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