terça-feira, 31 de março de 2015

51 anos de início da Ditadura Militar no Brasil: governos e suas principais características - Por Cristiane Lopes*

No dia 31 de março de 1964 nascia a Ditadura Militar no Brasil, um período marcado pela censura e violência que feriram e mutilaram a história política do nosso país. O período ditatorial brasileiro durou até 1985, onde tivemos cinco presidentes e uma junta militar: Castelo Branco (1964-1967), Costa e Silva (1967-1969), junta militar (31 de agosto a 22 de outubro de 1969), Médici (1969-1974), Geisel (1974-1979) e Figueiredo (1979-1985).

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O governo de Castelo Branco ficou marcado pelas cassações, fim das eleições diretas e criação do bipartidarismo com o Ato Institucional nº 2, tivemos ainda o Ato Institucional nº4 que viabilizou a criação de uma nova Constituição, nascia assim a Constituição de 1967.

As manifestações contrárias ao regime Militar cresceram no governo de Costa e Silva, principalmente por parte dos operários que organizaram greves contra os cortes salariais. A característica marcante desse governo foi o Ato Institucional nº5, onde o presidente passou a usufruir de amplos poderes aumentando assim as perseguições, repressões e violência.


Costa e Silva deixou o governo devido a problemas de saúde e foi substituído por uma junta militar que indicou Médici como próximo presidente. O governo de Médici é tido como o mais violento, os famosos “Anos de Chumbo”, que combateram com extrema violência e tortura aqueles que se manifestavam contra o governo, exilando vários intelectuais e artistas da época, além disso, o governo propagandeou o crescimento do PIB-“ Milagre econômico”, iludindo a população com um crescimento que apenas aumentou a inflação e a dívida externa.

Depois de um período marcado pela violência extrema, Geisel assumiu o governo promovendo uma abertura política lenta e gradual, como ele mesmo afirmava. Por isso restaurou o habeas corpus, exterminou o AI-5, aumentou o governo presidencial de 5 para 6 anos e criou o senador biônico. A crise econômica crescia vertiginosamente, principalmente após os índices de inflação deixados por Médici e seu “milagre econômico”.

O último presidente do período ditatorial foi Figueiredo, o responsável pelo processo de transição para o período democrático, com um governo marcado por inúmeras manifestações dos mais diversos grupos sociais, o presidente anistiou todos os que foram punidos na ditadura e restabeleceu o pluripartidarismo, no entanto só ocorreram eleições diretas apenas para governador (1982). A crise econômica continuava a crescer e com isso os números de inflação, divida externa e desemprego bateram recordes negativos.

Em 1984 manifestantes foram às ruas clamar pelas “Diretas-já!”, onde exigiam eleições diretas para presidente, porém com a influência militar ainda presente a eleição presidencial foi de forma indireta. Sagraram-se vitoriosos, no dia 15 de janeiro de 1985, Tancredo Neves (presidente) e José Sarney (vice), no entanto problemas de saúde levaram Tancredo a falecer e com isso Sarney assumiu a presidência do Brasil como o primeiro presidente da redemocratização e dando fim a Ditadura Militar.

Hoje completam 51 anos do início dessa época que deixou marcas negativas na nossa história e famílias mutiladas com entes que morreram de maneira cruel. E para os que anseiam a implantação de novo Regime Militar, reflitam a respeito, pois radicalizar não é solução para os problemas do nosso país.

Para melhor entender o sistema ditatorial brasileiro busque conhecer as principais músicas que entoaram a época, a seguir, um link com as músicas desse período: 17 músicas contrárias ao período ditatorial.
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*Cristiane Lopes é acadêmica de Pedagogia no campus de Bacabal da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

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