sábado, 6 de setembro de 2014

Dilma e Marina: distintas na essência política e representantes das características do povo brasileiro - Por Cristiane Lopes*

Estamos vivendo a corrida presidencial mais disputada e emocionante de todos os tempos. Uma disputa que já está polarizada entre duas mulheres, conta com a participação ativa da população e tem Aécio Neves assistindo a tudo de camarote, sortudo ele. Dilma Rousseff e Marina Silva, duas mulheres distintas na essência política, no entanto agregam as características da população deste Brasil miscigenado e gigante por natureza.

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Nossa presidenta é da região sudeste, descendente de imigrantes europeus, militante durante a Ditadura Militar e afilhada política do ex-presidente Lula. Já Marina é a personificação pura do povo brasileiro, nortista, descendente de negros e índios, militante na luta dos seringueiros, só foi alfabetizada na adolescência e precisou trabalhar como empregada doméstica para continuar os estudos na universidade.

Além das divergências em relação às propostas, ideologias, modos de se portar e vestir, elas são a representação de vertentes que ajudaram a construir historicamente o nosso país. Sim, aquele país miscigenado, povoado por pessoas que precisam lutar diariamente para sua sobrevivência e tentar vencer dignamente na vida.


O momento chega a ser místico! Temos duas mulheres disputando ferrenhamente um cargo presidencial, numa disputa que abarca sentimentos paradoxais, onde é emocionante ver o interesse da população pelas propostas, a mobilização na internet, os questionamentos; assim como é frustrante saber que ainda há pessoas fanáticas, sem argumentos e que preferem votar por comodismo ao invés de agir de maneira consciente.


Entretanto, nem só de glamour, educação e fineza vive uma corrida presidencial feminina, elas descem sim do salto e os ataques já começaram e beirando quase a baixaria, as vezes chega a lembrar as disputas para prefeito nas cidades interioranas onde não existe proposta e sim troca de farpas.

A presidenta utiliza comentários taxativos, como: Marina é uma religiosa radical, comparações com Fernando Collor (resta saber se é que era rival do PT nos anos 90 ou o que se tornou aliado recentemente) e Jânio Quadros. Além disso, o PT retornou com o discurso de “ricos odeiam pobres”, discurso esse que eles tinham abandonado desde que chegaram ao poder.

O desespero do PT tanto tem êxito quanto significa um “tiro no pé”, pois Marina perdeu 3% das intenções de votos na última pesquisa, mas comparar Marina a um político que antes era tido por eles como vilão e hoje é aliado chega a ser cômico.

Marina continua com seu discurso pacífico, afirma que não irá revidar os ataques, seria mais um recuo da parte dela, não é?

Por vezes parece que Marina está meio perdida, pelo menos em relação ao plano de governo, pois, de certa forma, ser candidata a presidente literalmente caiu do céu, talvez por isso ela tenha modificado itens do seu plano de governo.

É estupendo presenciar essa disputa!

Temos menos de um mês para o dia das eleições, é viável que os eleitores busquem além do que os candidatos reproduzem, é crucial pesquisar a história política, se ater a debates e propostas para que assim possam escolher com discernimento nossa futura presidenta. Esta eleição já entrou para a história só pela disputa em si, será ainda mais espetacular se o nosso voto fizer dos próximos 4 anos os melhores de todos os tempos para o Brasil.
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*Cristiane Lopes é acadêmica de Pedagogia no campus de Bacabal da Universidade Estadual do Maranhão.

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Um comentário:

  1. É com grande pesar que vejo a Marina não querer representar a classe de sua gênese, perceber que as pessoas ainda não analisaram a plataforma política neoliberal, defendida pela candidata em foco, que tornara a vida dos pobre mais difícil. Uma política econômica não é feita com palavras falaciosas e cheias de obscuridade, Marina muda de partido e de ideias a seu bel-prazer.

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