sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Quadrilheiros do Mensalão dançam marchinha do carnaval político tocada pelo STF - Por Cristiane Lopes*

27 de fevereiro de 2014, mais uma data que entrará para a história negativa da política brasileira. Esse dia será lembrado como: o dia no qual os 8 condenados no caso mensalão foram absolvidos do crime de formação de quadrilha. O placar foi de 6 x 5, com vitória da absolvição.

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Os ministros Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Teori Zavascki, Ricardo Lewandovisk, Cármen Lúcia e Rosa Weber votaram pela absolvição dos réus. Já Luiz Fux, Marco Aurélio, Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes e Celso de Melo votaram pela condenação.


O argumento usado pelos que votaram pela absolvição é que não houve formação de quadrilha e que os réus não atuavam em conjunto, interessante é que todos tinham vínculo em torno do mensalão de 2002 à 2005. Pois bem, se isso não é formação de quadrilha, o que seria?

Reuniões para discutir futebol ou encontro casual de amigos com interesses em comum?

Francamente, eram uma quadrilha sim e formada com o intuito de lavar dinheiro, tanto que fizeram isso durante 3 anos.

Como disse Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), “esta é uma tarde triste para o Supremo Tribunal Federal, porque, com argumentos pífios, foi reformada, foi jogada por terra, extirpada do mundo jurídico, uma decisão plenária sólida, extremamente fundamentada, que foi aquela tomada por este plenário no segundo semestre de 2012”.

Depois da decisão de 6 a 5 pela absolvição dos réus, suas penas serão reduzidas, por isso tamanha revolta do presidente do STF, pois segundo ele, “existia uma estrutura delituosa em funcionamento”. Em 2012 muitos festejaram quando os réus foram condenados, porém iniciamos o ano de 2014 e já nos deparamos com a reviravolta no caso. É deprimente aceitar que não obtivemos uma vitória completa diante desses criminosos, sim, criminosos da pior espécie, pois são os que roubam mesmo com consciência a cerca dos direitos e deveres presentes na constituição.


No entanto, podemos nos apegar a uma última esperança, talvez os ministros estejam contagiados pelo clima de carnaval e resolveram vestir a fantasia de palhaços, absolver os réus e entoar uma nova marchinha, a marchinha do: “Me dá um dinheiro aí, que eu te absolvo aqui”.
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*Cristiane Lopes de Sousa é Acadêmica do curso de Pedagogia, 4º período, na UEMA de Bacabal.

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