quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Perspectivas para o ano de 2014 - Por Antonio Jakson e Dayane de Jesus*

O ano de 2014 deu seu pontapé inicial, será ele um ano memorável? Um ano em que as riquezas brasileiras serão mais dignas de assim serem tratadas? Teremos participação direta não só no continuísmo de servir e locupletar o Estado, mas também ter em serviços um retorno desta estonteante carga tributária (impostos demasiado, serviço público nostálgico)?

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Veremos um povo, gente, eleitor, cidadão e até jogador de futebol com ensino fundamental incompleto, mais firmes e felizes, feito tantos outros 26% restante da população deste país com nível educacional neste patamar, contudo certos em suas perspectivas de que dias melhores virão.

Num país que se desenvolve mesmo sem o devido empenho dos gestores públicos, como as propagandas eleitoreiras de plantão anunciam sempre e continuamente, de fato. Contudo, teremos um dos melhores anos em desenvolvimento e bonanças sociais em comparação aos último dez, para início de conversa, de certo.

Porém, vale ressaltar informações pertinentes a algumas áreas que nos envolve e até outras que mais nos dissolvem do que nos fazem crescer, como do protecionismo que acaba fazendo com que os investimentos se concentrem nas rodovias, e ainda sendo as mais caras e menos eficazes. Resultado: produzimos milho e soja mais baratos que os americanos, só que, quando o carregamento chega ao porto, a vantagem já se perdeu. Ao passo que assim vamos vendo o contraste nos objetivos de um país que de praxe não deve ser o de enriquecer alguns empresários, mas a sociedade como um todo.

Eis um exemplo para começar decifrar que vivemos a nortear as saídas para o caos que nos rodeia, afinal nosso Estado mesmo crescendo quase 3 vezes menos que a China por ano, tem esse índice com base nos 40% que representa o setor agropecuário brasileiro, o que de um ponto de vista desenvolvimentista não sugere bonanças, quando este setor é muito vulnerável a fatores externos e a intempéries naturais e de modo geral os locais que apostam bruscamente no setor primário da economia e deixam a desejar em transformação de matéria prima em produto (secundário) e prestação de serviços (terciário), são mais pobres, vivem pior.

O Brasil ocupa os últimos lugares nos rankings mundiais de inovação em meio ao G20 (os vinte países emergentes). Como mudar isso? O segredo está em criar canais de comunicação entre a academia e o mercado, pregam os colunistas da maior revista do Brasil (Veja da editora Abril). Temos um bom ponto de partida: 200.000 pesquisadores e mais de 10.000 Ph.Ds., publicações de nível internacional e instituições como a Embrapa e o ITA.

O difícil é pôr a tecnologia a serviço da sociedade de forma rápida e eficiente. Em 1999, o número de registros de patentes brasileiras nos Estados Unidos era praticamente igual ao da índia e da China: cerca de 100 por ano. Hoje, a Índia registra anualmente mais de 4000 patentes, a China 6000, e o Brasil quase não andou.

No quesito empenho e produtividade deixamos a desejar quando vemos que em 2014 serão 15 feriados a mais que o Brasil pode ter por causa da Copa do Mundo. A Lei Geral da Copa autoriza que o Distrito Federal, estados e municípios decretem feriado em qualquer dia de jogo do Mundial. Desde o dia 1º de janeiro o salário mínimo foi reajustado (724 reais), o novo valor representa um aumento de 6,78%, contudo, isso tão somente não leva o trabalhador a pensar que ponto facultativo significa opcional em se apresentar no trabalho, de fato, se o dono comparecer ao trabalho nestes dias, já começamos a virar o jogo do atraso em produção e gestão competente deste país, desde a chegada de Cabral por aqui.

Em termos de educação, vale ressaltar que 55% dos professores do ensino médio da rede pública dão aula sem ter formação específica na disciplina que lecionam, segundo o ministério da Educação. Do Piso salarial dos professores que neste fim do primeiro mês do ano teve reajuste de 8,32%, anunciado pelo MEC, ou seja o salário inicial para 40 horas semanais deve ser de R$ 1.697 em 2014, o reajuste foi maior que no ano passado, porém menor que em 2012, postou o site G1.

No meio empresarial, sobretudo voltado para a economia (que é o que rege o Estado, e não tão somente a política), notemos como exposto dos 5% que Eike Batista detém no consórcio de gestão do Maracanã liderado pela Odebrecht, e que valem na realidade, bem mais, em virtude de uma opção de compra, se exercê-la Eike pode ficar dono de até 40% do negócio.

Esse é o nosso país de negócios escusos. Bom, em todo caso, a boa vontade com o Brasil é imensa. Somos um país pacífico, unificado pelo idioma, sem disputas étnicas ou religiosas (em parte), com uma população que começa a ter oportunidades iguais de educação e ascensão social. É quase tudo que um investidor precisa para se convencer a colocar aqui suas economias. Vendemos 40% do todo exportado nosso para a China, e isso tem importância para com o futuro. Ou não?! Para tanto, melhor voltar a atenção, mesmo não aprovado este vínculo.

Com 1,3 bilhão de habitantes (um quinto da população global), PIB de 8 trilhões de dólares e crescimento próximo de 10% ao ano, o país do dragão deve se tornar o maior mercado consumidor do mundo – ultrapassando os Estados Unidos – em 05 anos. Algumas áreas nas quais já é líder, como na indústria digital, prova isso e muito mais.

Na copa do Mundo no Brasil, o Brasil vai se encontrar com o Brasil – o país onde se joga o futebol mais vitorioso e festejado do mundo com o país que é “pereba” na infraestrutura, “perna de pau” na educação, “consistente” na desigualdade social e “matador” na corrupção, denuncia numa constante desta forma a impressa escrita da editora Abril.

Somos reféns de 2.000 pessoas, população estimada de dependentes de crack apenas na região de São Paulo conhecida como Cracolândia, nesta situação. No Brasil, o número chega a 1,2 milhão – o maior contingente no mundo. A droga começou a se disseminar no país nos anos 90 e cresce exponencialmente, em meio ao malabarismo político, longe de ser apenas mera questão de conveniência pessoal, contudo é muito ruim para o país, diga-se de passagem.

Os EUA estão prestes a desbancar a Arábia Saudita como o maior produtor de petróleo do mundo, a Arábia Saudita está em 1º lugar com produção de 11,5 milhões de barris diários, e os EUA ocupa a 3º posição com 8,5 milhões de barris diários, em 2015 os Estados Unidos subirá para o 1º Lugar, lá vejamos, mesmo em crise econômica, cresce não as mazelas, mas as oportunidades, ainda.

Enquanto cá!? Lá, como é o caso do Twitter, um gigante do mundo digital que fatura mais de 400 milhões de dólares por ano (crescendo mais ainda), que vale em torno de 50 bilhões de dólares na Bolsa de Valores de Nova York e possui mais de 2.000 funcionários. Já, por aqui, passados mais de 50 anos, o resultado não deixa de ser decepcionante no que se refere a essa temática de crescer, desenvolver, quando no Nordeste, que progrediu, é bem verdade, mas comparativamente não saiu do lugar. Como o resto do país, que também cresceu.

A região representa hoje 13, 5% do PIB, praticamente a mesma proporção de 1958 (13%). O que aqui cresce mesmo são consequências do abandono do Estado aos jovens, como cita os bispos católicos maranhenses em recente carta pública, onde diz do caso da menina Ana Clara, que morreu por falta de políticas públicas eficientes no Maranhão, onde mais de 60 milhões de reais foram devolvidos aos cofres do Governo Federal por falta de projetos para a construção de presídios em 2013. E neste aspecto e fato a revista Veja mostrou o retrato de uma terra sem lei e de um povo refém de seus próprios governantes.

“Para o maranhense, a imprensa é uma luz no fim do túnel, um escape, uma proteção contra seu principal algoz: o clã Sarney. Mais do que os problemas do complexo penitenciário de Pedrinhas (o Brasil os conhece há muito tempo, porém os renegava), a morte de uma inocente fez com que os noticiários jogassem luz sobre a sofrível situação do Maranhão, talvez agora o Maranhão se liberte, quem sabe no futuro, possamos dizer: toda liberdade tem um preço – e essa, infelizmente custou a vida da menina Ana Clara”, escreveu André Aureliano de Sousa – Lago da Pedra – MA na edição da última semana de janeiro de 2014 da Veja.

Em reportagem “Por que ela morreu”, Jorge Murad afirma que referente a seu nome envolvido com corrupção no Estado, informa que os fatos ocorridos em 2002 já foram esclarecidos pelo Poder Judiciário, que constatou não haver nada de ilícito. O que dizer desse sistema judiciário alienado, então!? Em meio a essa avalanche de informações o MARANHÃO, não sobressai a começar pelo nome herdado da Capitania do Maranhão, assim batizada em 1535 tem alguma relação com a palavra maranha, existente em português desde o século XIV e encontrada também em castelhano (maraña).

Seja como for, é curioso que maranha, tenha uma série de sentidos que giram em torno da ideia de confusão, coisa intrincada, embaraçada, enrolada, ardilosa. Nas cidades de nossa região e quem sabe até em todo país, já sobressai opinião unânime que 2013 foi um dos piores anos para os prefeitos e consequentemente para a população, onde 2014 em função da liberalidade econômica federal e estadual com vista reeleição e permanência no poder de quem agora usufrui, de fato, assim teremos chuvas de dinheiro que de certo respingará no povo e suas vidas, mesmo dentro do sistema corrupto e da hipocrisia que vivemos.

Finalmente, e não obstante os 2,4% que deve crescer o PIB brasileiro neste ano, segundo cálculo do Banco Mundial, é menos da metade da média de expansão econômica prevista para os países em desenvolvimento, de 5,3%. 103ª é a colocação do Brasil no ranking de estimativa de crescimento integrado por 122 países em desenvolvimento, assim como está em triste desvantagem em relação a outros países, é o 39º no ranking da Educação Mundial, o 85º no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e o 48º último da lista em Saúde, o que é perceptível através dos meios de comunicação diariamente em todas as regiões do país. Precisamos muito, ainda e urgentemente melhorar!
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Antonio Jakson da Silva - Graduado em Administração de Empresas e pós-graduado em Gestão Ambiental (UEMA), especializando-se em Docência do Ens. Superior, prof. universitário (FLATED, IESMEC e FAECO), Inst. Daniel De La Touch e Petromaster Cursos, editor-chefe Jornal O Mearim, Gerente administrativo Gráfica Dimensão e Comunicação Visual, Diretor administ. da Esc. Fam. Agríc. de Capinzal, leitor de 20 livros anuais, publicará seu 1º livro em 2014. E fundador, coordenador “Intelectual 3”.

Dayane de Jesus Sousa Pereira - Graduada em Administração de Empresas e pós-graduanda em Docência do Ens. Superior, profª universitária (FLATED e FAECO), Instituto Daniel De La Touch e Petromaster Cursos, Redatora do Jornal O Mearim.

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