quarta-feira, 25 de setembro de 2013

R$ 7,5 milhões foram desviados da Prefeitura de Bacabal, afirma Polícia Federal

A Polícia Federal realiza durante toda esta quarta-feira (25) a operação Usura II com o objetivo de cumprir mandados de busca, apreensão e condução coercitiva de 19 pessoas, entre ex-prefeitos, ex-secretários municipais, agiotas e outros relacionados ao crime de desvio de recursos de programas federais. A PF constatou, conforme explicado mais abaixo, o desvio de R$ 12 milhões das prefeituras de Bacabal e Zé doca.

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Em entrevista coletiva concedida pela manhã na sede regional da Polícia Federal, o delegado Alexandre Lucena, deu alguns detalhes da operação, apesar de não revelar o nome de todas as pessoas apreendidas. A operação está sendo desenvolvida nas cidade de Pedreiras, Bacabal, Zé Doca e São Luís.

A operação é realizada em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU) e tem o objetivo de ouvir relatos e recolher documentos que confirmem aquilo que a investigação já descobriu. Segundo Alexandre Lucena, Superintendente Regional da PF em execício, “Há provas robustas sobre a montagem do esquema. A Polícia Federal não tem dúvida, nem a CGU, sobre a culpa dos envolvidos".

Em São Luís foram conduzidos o agiota Josival Cavalcanti da Silva, conhecido como Pacovan, a esposa dele, Edna Cavalcanti e o dentista Lílio Estrela Guega, que foi secretário de Saúde nas gestões dos prefeitos de Bacabal, Zé Vieira e Raimundo Nonato Lisboa, e presidente da Escola Flor do Samba.

Outras sete pessoas estão sendo investigadas na ilha. Em Zé Doca, foram duas pessoas, dentre elas o ex-prefeito Raimundo Sampaio (Natin). Em Caxias foi realizada uma prisão. Pedreiras também está entre as cidades com pessoas investigadas.

Em Bacabal foi registrado o maior número de presos, com nove pessoas. Dentre eles: Raimundo Nonato Lisboa, ex-prefeito de Bacabal; Gilberto Silva, conhecido como Gilberto do Banco do Brasil, ex-secretário adjunto de administração e atualmente é assessor do Prefeito Zé Alberto; Carmem Chavier, ex-secretária de Cultura; e Aldo Brito, ex-coordenador de Saúde. Eles foram presos de surpresa em suas residências na manhã de hoje.

Todas as pessoas foram levadas em "prisão coercitiva", isto é, darão depoimentos e serão liberadas posteriormente. Esse tipo de prisão acontece pois, se a polícia simplesmente intimá-los, esperando que eles compareçam para depor, eles nunca vão. Por isso são pegos de surpresa e colocados para depor.

O desvio estimado até o momento, segundo a PF, é de aproximadamente, 7,5 milhões da Prefeitura de Bacabal e 4,5 milhões da Prefeitura de Zé Doca. Todos esses valores teriam sido movimentados para a conta do agiota Pacovan.

Os crimes, conforme a PF e a CGU local, foram praticados entre 2008 a 2011 e todo os conduzidos poderão ser indiciados em formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva e peculato. Os recursos desviados eram da Merenda Escolar e da Saúde.

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