quinta-feira, 2 de maio de 2013

Professores do Maranhão continuam em greve por tempo indeterminado

Os professores da rede estadual de ensino do Maranhão continuam em greve por tempo indeterminado. Embora as negociações já estejam acontecendo, elas esbarraram num ponto em que o governo não quer ceder e, caso contrário, vai prejudicar e tirar de todos os professores um direito adquirido há anos, conforme explicado no texto da matéria a seguir.

Na manha desta quinta-feira (02), os professores de Bacabal, reunidos na sede do núcleo regional do Sinprosemma (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estadual e Municipais do Estado do Maranhão), em deliberação, aprovaram a realização de uma passeata pelas ruas do centro de Bacabal na próxima segunda-feira (05). Os educadores também formaram comissões para visitar as escolas.

A greve começou dia 23 deste mês de abril, os trabalhadores querem a aprovação do Estatuto do Educador, melhoria das estruturas das escolas, realização de concurso público na educação, convocação dos concursados excedentes do último concurso, eleição direta para diretor de escola, valorização dos funcionários de escolas – inclusive com a realização de concurso público – e o cumprimento da Lei do Piso, com o reajuste de salários e a implantação da nova jornada, que prevê um terço da carga horária para as atividades extraclasses.

A maior parte da pauta de reivindicações dos trabalhadores está na proposta do novo Estatuto do Educador, que deve substituir o atual Estatuto do Magistério, em vigor há cerca de 20 anos, mas que nunca foi cumprido pelo governo do Estado, de acordo com denúncias dos trabalhadores.

A não aprovação do Estatuto do Educador e alterações feitas, pelo governo do Estado, na proposta construída pelos trabalhadores e negociada com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) foi o principal motivo que levou os educadores à greve por tempo indeterminado.

Após anunciar que os educadores iniciariam greve por tempo indeterminado, o Sinprosemma oi convocado para uma audiência pública, na Assembleia Legislativa, no dia 22 de abril, que resultou na abertura da negociação com o governo. A mesa de negociação foi instalada com a participação de diretores do sindicato e do secretário de Estado de Administração Fábio Gondim, que aceitou corrigir algumas alterações feitas na proposta negociada, mas insiste, por exemplo, na exclusão da matéria que prevê redução da jornada em 50% para os professores que completarem 50 anos de idade e mais de 20 anos de serviço. Esse direito foi adquirido pelos professores com muita luta e os mesmos devem continuar lutando pela manutenção do mesmo.

“As negociações com governo para corrigir as alterações feitas na proposta negociada só foram abertas por que estamos em greve. É a força desse movimento que vai nos dar a vitória. Atualmente, o secretário de Administração, Fábio Gondim, que foi à audiência pública, na Assembleia Legislativa, é o principal interlocutor entre a categoria e o governo. Se agora estamos discutindo com o governo, isso é resultado da greve, da nossa força”, destacou o presidente do Sinproesemma, Júlio Pinheiro.

Ele também destacou prejuízos dos trabalhadores com a não aprovação do estatuto: “Se o professor se aposentar agora, por exemplo, sem estatuto aprovado, não leva a progressão para o salário de aposentado, o que é mais barato para o governo. Por isso, não há interesse pela aprovação do estatuto. Mas, o sindicato vai continuar lutando e mobilizando a categoria para luta”.

O sindicalista enfatizou ainda que a greve não é só por salários, mas por qualidade na educação, que também envolve a questão salarial. “O governo tem que garantir a construção de escolas, garantir a manutenção adequada das unidades e o acesso dos alunos, assim como o educador valorizado em sala de aula. Essa é a nossa luta”.

O sindicalista reafirmou que a greve vai continuar porque as negociações com o governo não terminaram, esbarrando na questão financeira. “Temos um passivo de 1.500 promoções, 20.000 progressões e o governo, que também ainda não deu uma posição sobre o reajuste do piso, precisa dizer como vai resolver isso. Por enquanto, continuamos paralisados. Queremos resolver o impasse, mas só depende o governo dizer como vai tratar a pauta apresentada pela categoria”, finaliza.
__________________
Com informações do Sinprosemma.

COMENTE ESTA NOTÍCIA COM SEU PERFIL DO FACEBOOK OU SE PREFERIR, MAIS ABAIXO COM SEU PERFIL DO GOOGLE/BLOGGER - REGRAS: Não é permitido comentário sem identificação. Comentários feitos com conta Fake ou conta do Google do tipo Unknow (Desconhecido) não serão publicados. Todos os comentários são moderados previamente, por isso, não repita o mesmo comentário, pois ele só vai aparecer aqui após aprovação. Comentários com acusações e/ou palavras de baixo calão também serão imediatamente deletados e, se for o caso, o perfil pode até ser banido e não mais permitido que publique nenhum comentário. Também não é permitido comentário com nenhum tipo de publicidade.

0 comentários: