sexta-feira, 3 de maio de 2013

Carta aberta do jornalista Abel Carvalho de Bacabal - MA para esclarecer comentários envolvendo seu nome

O jornalista Abel carvalho, de Bacabal - MA, publicou nesta sexta-feira (2), em seu perfil na rede social Facebook, uma carta aberta esclarecendo alguns comentários que circulam pela cidade envolvendo seu nome. Apesar de ser um desabafo, em nenhum momento o jornalista usa palavras de baixo calão, pelo contrário, escreveu da forma mais culta possível, uma demonstração clara da sua capacidade de redação.

O texto da carta na íntegra pode ser lido mais abaixo. Ela começa com dois trechos extraídos dos blogs do Alberto Barros e Sérgio Matias, as duas pessoas específicas para quem a carta é dirigida.

"- O “Dublê” de blogueiro que utiliza os conhecimentos de uma segunda pessoa para redigir matérias para o seu blog devido sua incapacidade, resolveu tomar as dores de um certo blogueiro que critica de forma acintosa o trabalho da Assessoria de Comunicação do prefeito Zé Alberto, mas que esquece de fazer o seu papel enquanto assessor do BEC." – Alberto Barros

“No entra e sai quem chega ao novo governo é o jornalista Abel Carvalho. Talento nato bacabalense foi contratado com a missão de fazer funcionar a assessoria de comunicação do município”. - Sérgio Mathias

Carta aberta aos senhores Alberto Barros e Sérgio Mathias - Por Abel Carvalho (foto ao lado)

Sou um homem pacto, calmo e de quase inesgotável paciência, mas aprendi com meus pais que na vida tudo tem limite. Aprendi, e não esqueço nunca, que o meu direito termina onde começa o direito do meu semelhante.

Fiz um breve poema há pouco tempo que diz:

O ermitão

Qual espaço ainda pode restar no mundo
Para quem insiste em manter conceitos que,
Por serem sóbrios, são estranhos aos que hoje se pratica?

Certa vez ensinei aos meus filhos que os normais,
Mesmo apenas em aparência,
Seriam considerados um dia diferentes.
Diferentes não por serem, então, todos iguais,
Mas por estarem se tornando minoria,
Porque todos querem ser iguais em aparência.

O que pensam reflete o que sentem,
Mas nada sentem,
Apenas querem fingir que são diferentes.

Como posso, sendo assim como sou, diferente,
Viver nesse mundo onde não se cultua
E nem seu aprecia os conceitos que eu aprendi e prego,
E nem se segue o caminho que eu sigo?

Nunca quis mudar o mundo,
Mas não permito que o mundo me mude.

Sofro por Deus em cada conflito que enfrento,
Não que participe de batalhas ou guerras,
Luto apenas comigo mesmo
Ou com os meus próprios sentimentos e conceitos.

Não sou perfeito, apenas um sonhador,
Talvez o último e, sei que o meu tempo é findo.

Não carrego nas costas o exagero da esperança,
Nem pureza e a fé de um eremita,
Apenas a necessidade que ele tem de ermitão ser.

Antes que me cobrem, não pago penitência,
Nem Creio e nem sigo tanto assim a minha Fé.

Apenas caminho pelo caminho que me ensinaram
E o defendo como um templário deslumbrado com a Cruz Santificada
Ou com o Sagrado saber que não se colhe flores no Céu
E nem se morre por amores impossíveis.

Basta-me e,me resta então, seguir em frente.
Caminhar o meu caminho, o caminho que eu escolhi.

Cabe-me assim, já que isso sou,
Receber sobre os meus ombros o sacrifício,
Moldá-lo ou triturá-lo com os meus sonhos,
E aí, talvez, cantar a canção da despedida:
Canção de mágoa, d’ alma ferida,
Da angústia de viver sem ti.

Abel Carvalho
020413

Pois é, paciência quase inesgotável!

Mas vamos ao que interessa.

Assim que o senhor José Alberto Veloso venceu o pleito eletivo municipal e começou a formar sua equipe de governo o meu nome foi trazido à baila. Não dei bola e até achei interessante afinal, é sempre bom ser lembrado. Com a esdrúxula indicação e, depois o anúncio do nome do multiface José Clécio, promoter e empresário da comunicação, e sua consequente estapafúrdia entronização como secretário (sic...) municipal de cultura, essa ascenção ficou fora de controle.

Nas rodas e botecos passei a ser o jornalista responsável por tudo de ruim que estava sendo escrito e divulgado em Bacabal. Ninguém, exceto o ex-vice-prefeito Almir Carvalho Rosa Júnior e o advogado Rogério Alves Santos, foi capaz de levantar a voz contra essa pseudo responsabilidade ou, na verdade, a falta dela.

Mas o maior veiculo de difusor dessa pasmaceira foi a voz irrequieta e rouca do poeta e compositor bacabalense José Lopes Filho. Não sei por que, se ele já estava “empregado” e armando as tretas que são peculiares e com as quais ele vem ganhando a vida.

Em conversa com o atual secretário (sic...) de cultura de Bacabal, o neófito produtor cultural José Clécio, - aliás, aqui abro um parêntese para uma conjectura: - considero o Clécio a pessoa errada no lugar certo -, e já disse isso pessoalmente para ele, deixei claro que ainda terei que dá uma pisa em Zé Lopes pela maledicência e ladrado, e assim o farei.

Passou-se então a época do recrudescimento e aí me veem os senhores Alberto Barros e Sérgio Mathias trazendo o meu nome de volta à baila.

Sou bem claro e, honesto como me é peculiar, com o senhor Alberto Barros: eu, Francisco Abel Morais de Carvalho, brasileiro, solteiro, jornalista, pais de seis filhos e com responsabilidades conjugais com duas mulheres, não escrevo para o blog do senhor Sérgio Mathias. Na verdade não estou escrevendo nem mesmo para o meu portal (www.oobservador.net).

Mas se me forçarem a voltar a escrever para o meu portal um dia, com certeza muitos não gostarão. Tenho pautada em minha memória as seguintes questões:

1 - Contar a história do meu próprio site e retomar um trabalho interrompido quando estava escrevendo uma série de artigos intitulada “Fogo Amigo”. Escrevi o 1 e o 2. Vou encerrar a série com o 3;

2 - A partir daí vou contar a história de um velho político chupim, hoje presidente de um famoso Conselho, que transformou, usando-a como laranja - ou seja -, fazendo o papel de sócio oculto, uma simples professora em uma das maiores empresárias do ramo da comunicação social;

3 - Contarei também como certa professora lesou o Estado por mais de 20 anos sem dá uma única aula vivendo à disposição de gabinetes ou pagando tolos para fazerem o seu papel de instrutora;

4 - Vou contar ainda como certo deputado imberbe e chorão, também sócio de uma empresa de comunicação, contrata e lesa despudoramente o Estado para sustentar o mimo do seu protetor e progenitor;

5 - Vou falar sobre as relações promíscuas e perigosas que certo deputado federal recém-apartado das práticas onanicas anda mantendo, cuja continuidade pode inviabilizar financeiramente uma administração que ainda nem mesmo começou;

6 - Vou explicar como é que depois de mais de 120 dias e de já ter recebido quase 35 milhões de reais um rude ex-vaqueiro, hoje no papel de prefeito de uma grande cidade do Maranhão - que ainda não desceu do palanque e tenta enganar a todos aplicando técnicas de carpimento -, ainda não conseguiu começar a governar. Ou ele é politicamente e administrativamente incapaz, ou é manobrado pelo filho,ou já está levando, ou pagando conta, ou é incompetente mesmo.

Sou bem claro e, honesto como me é peculiar, com o senhor Sérgio Mathias. O professor Juarez Gomes me ensinou que o zero é um numeral cardinal, ponto em que se principia a contar os graus, e que corresponde, em alguns termômetros, à temperatura de gelo fundente. Ponto inicial da escala da maioria dos instrumentos de medição, elemento que, somado a outro, reproduz este outro. A identidade da operação de soma, valor da variável que torna nula uma função dessa variável enota “0” em prova de exame ou concurso.

Portanto, se o zero existe como me ensinou o professor Juarez, a possibilidade de eu vir a trabalhar na assessoria de comunicação social do município teria sido essa. Se existiu essa possibilidade agora deixou de existir por completo.

Sei que dentro da atual estrutura que monopoliza o poder em Bacabal tem gente que gostaria que nela eu fosse inserido. Por exemplo, tenho um profundo respeito e uma sempre ascendente amizade com o odontólogo e empresário Gilberto Lacerda – ao contrário de muitos que o rodeiam, que o detestam e que são obrigados a apenas gravitar em torno dele. Começo a construir o mesmo tipo de laço com o seu filho Leonardo Lacerda. Sei do apreço e do respeito que os dois têm por mim e pelo meu trabalho como jornalista. Conheço o desejo que eles têm em me vê inserido na atual conjuntura política que domina Bacabal e peço desculpas a ambos por não poder compartilhar o mesmo desejo.

Então Alberto Barros, como eu nem o conheço, não me faça lhe garantir uma pisa, também. Podemos vir a trabalhar juntos um dia, como eu já trabalhei com o Sérgio Mathias sem discutir e sem descumprir uma única ordem que me foi dada, sendo ele o meu secretário. Não foi Sérgio?

Afirmo aqui que, ao contrário dos “ralhos” que recebo do meu bom amigo Rogério Alves, não me prejudico, não. Só não posso abrir mão, em nenhum momento, do que me foi ensinado.

Sou filho de Deus, não O Filho de Deus, mas Creio.

Não fecho portas, mas não costumo bater para abri-las. Se o prefeito José Alberto Veloso, o deputado federal Alberto Filho e o senador da república João Alberto – é essa hoje a ordem de comando no município de Bacabal -, quiserem que eu trabalhe com eles, mesmo que seja na assessoria, eu trabalho sim.

Só não trabalho de graça.

Então, Alberto e Sérgio, me deixem viver a minha vida. É o melhor para todos, principalmente para os seus patrões.

Francisco ABEL Morais de CARVALHO
Jornalista profissional RG/MT 863-MA


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