sexta-feira, 26 de abril de 2013

Roseana Sarney manda polícia intimidar professores durante manifestação pública

Os professores da rede estadual de ensino do Maranhão realizaram nesta quinta-feira (25) uma grande passeata pelas ruas da capital São Luis. O ato foi acompanhado por forte esquema da Policia Militar do Estado, que tentou intimidar os manifestantes, inclusive impedindo o acesso dos trabalhadores a algumas ruas do centro da cidade. Enquanto isso, cresce cada vez mais o número de assaltos e assassinatos no estado, uma prova incontestável que a governadora Roseana Sarney não manda a polícia intimidar bandidos, apenas os professores.

A passeata organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma), faz parte da luta dos educadores pela aprovação do Estatuto do Educador, que prevê vários direitos para a categoria, mas também faz parte do movimento nacional pela educação pública, organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

A concentração começou em frente à Biblioteca Benedito Leite, na Praça Deodoro, por volta das 9hs da manhã. Durante o ato, o coordenador da delegacia do Sinproesemma em Imperatriz, Carlos André, reforçou a manifestação na capital, lembrando que na segunda maior cidade do Maranhão a greve segue forte. “Os alunos estão apoiando a greve em Imperatriz, pois sabem que o educador valorizado, é trabalhador motivado, o que consequentemente vai melhorar a qualidade da educação para todos“, ressalta.

O presidente do Sinproesemma, Júlio Pinheiro, explicou que a greve é importante para o engajamento dos trabalhadores na luta pela aprovação do texto do Estatuto do Educador, da proposta construída pela categoria e negociada com o governo do Estado, que resgata antigas dívidas do Executivo com os educadores. “Com a aprovação do Estatuto, o governo tem que pagar a dívida histórica que tem com os trabalhadores que, segundo cálculos do próprio governo, gira em torno de 20 mil progressões”, afirma.

Empunhando faixas e cartazes, após o ato público na Praça Deodoro, os professores e funcionários de escola saíram em caminhada pela Rua da Paz, em direção ao Palácio dos Leões. No entanto, quando os educadores chegaram no Centro Histórico foram barrados por policiais, que tentaram parar a passeata pacífica dos trabalhadores e dispersar os manisfestantes. Foi necessário muito diálogo com os policiais para convencê-los de que não haveria necessidade para a barreira na via pública.

Os trabalhadores conseguiram prosseguir com a caminhada, porém, próximo à sede do governo, uma nova barreira policial estava montada, tomando grande parte das ruas no entorno do prédio, cerca de 200 metros. A barreira isolou a movimentada Rua Dom Pedro II, que passa em frente ao Palácio dos Leões. O objetivo era não permitir que os professores realizassem um ato em frente ao Palácio, previsto na programação da greve.

Apesar das barreiras policias, os educadores decidiram interditar, por cerca de 40 minutos, a Avenida Beira-mar onde chamaram a atenção da sociedade para a ação policial, que eles consideraram desrespeitosa e agressiva. “O que estamos vendo é uma demonstração de intransigência e truculência, porque o ato era pacífico, cujo objetivo é apenas pressionar o governo para aprovação do Estatuto do Educador”, ressaltou o presidente estadual da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) e diretor de comunicação do Sinproesemma, Júlio Guterres.
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Com informações e fotos do Sinproesemma.










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