sábado, 16 de fevereiro de 2013

Prefeitura de Bacabal desvaloriza professores no seletivo 2013 para contrato temporário

A Prefeitura de Bacabal está desvalorizando consideravelmente os professores no seletivo que está realizando para contrato temporário neste ano de 2013. Enquanto o professor vai ganhar um valor, outros cargos, que exigem menor qualificação, vão ganhar o mesmo valor e até mais.

Segundo o edital do seletivo, o salário para o cargo de professor é de R$ 1.000, com carga horária semanal de 40 horas. O cargo exige formação específica em nível superior e até pós graduação. O valor está muito abaixo do piso nacional da categoria que foi reajustado recentemente e o valor para este ano de 2013 é de R$ 1.567,00.

Para fazer um comparativo e comprovar a desvalorização do professor, veja os salários que serão pagos para outros cargos e a formação exigida, todos com carga horária de 40 horas por semana:
- Cargos de Pedreiro, Carpinteiro e Pintor (ensino fundamental incompleto): R$ 1.000;
- Cargo de Marceneiro (nível fundamental completo): R$ 1.017,00;
- Cargos de Fiscal Tributário e Fiscal Imobiliário (ensino medio completo): R$ 1.356,00;
- Cargo de Mestre de Obras (nível fundamental incompleto): R$ 1.200;
- Cargo de Operador de Sites e Designer (nível fundamental incompleto): R$ 1.500.

Certamente estes profissionais merecem tais salários. Mas e o professor, por que não receber um salário de acordo com o piso nacional da categoria ou até maior, considerando a trabalheira que é exercer tal cargo?

DESVALORIZAÇÃO DE PROFESSORES NÃO É DE AGORA E COMEÇA BEM MAIS EM CIMA

A desvalorização do professor evidenciada neste seletivo promovido pela gestão de José Alberto Veloso, atual prefeito de Bacabal, não é de agora. Ela também estava presente na gestão anterior e o que é pior, até no órgão máximo da educação no Brasil, o Ministério da Educação (MEC), conforme explicado a seguir.

No concurso realizado pela Prefeitura de Bacabal no ano de 2010, na gestão do ex-prefeito Raimundo Nonato Lisboa, para o cargo de professor (nível superior) foi oferecido o salário de R$ 510 para 40 horas por semana. Esse valor correspondia ao valor do salário mínimo na época. Em 2012 o mesmo gestor realizou um seletivo para contrato temporário em que, para o cargo de professor (nível superior) foi oferecido o salário de R$ 622 com jornada de 20 horas por semana. O valor também correspondia ao salário mínimo pago ano passado.

O gestor anterior também fez o desfavor de atrasar os saláriso dos servidores efetivos e contratados. O atual gestor com certeza ganhará um voto de confiança dos servidores se pagar os salários de todo funcionalismo em dias, não apenas no começo, mas durante todo seu governo.

Recentemente o Ministério da Educação (MEC) publicou uma portaria anunciando que vai pagar o mísero valor de R$ 200 (duzentos) mensais para professores alfabetizadores que participarem do Pacto Nacional Pela Alfabetização na Idade Certa. O mesmo programa vai pagar um salário até dez vezes maior para outros profissionais. Para entender melhor e saber o valor dos outros salários, clique aqui e leia a reportagem completa sobre este assunto.

Se o órgão máximo da educação no Brasil desvaloriza tanto os professores, é de se imaginar que a prefeitura de Bacabal (todas as gestões), um simples órgão municipal, não tenha muita inspiração para promover uma valorização e pagar salários correspondentes ao piso nacional da categoria.

PREFEITURA PODE COMPENSAR SALÁRIO RUIM COM SELETIVO SÉRIO

A Prefeitura de Bacabal pode compensar esses valores de salários tão baixos realizando um seletivo sério e escolhendo os candidatos exatamente como diz a regra do edital: análise de currículo, títulos e entrevista, de acordo com a competência profissional comprovada através dessas etapas. Para isso terá que abolir uma suposta seleção de candidatos por indicação de padrinhos.

Há milhares de pessoas desempregadas na cidade e precisando de trabalho. Prova disso é o grande número de acessos a este edital do Seletivo 2013 da Prefeitura de Bacabal para contrato temporário, depois da publicação aqui no Portal Castro Digital.

POLÍTICOS QUEREM O POVO SEM EDUCAÇÃO

Com tanta desvalorização dos professores, é possível concluir que a maioria absoluta dos políticos e demais gestores públicos, são adeptos do pensamento popular de que "povo bom é povo sem educação". Assim fica bem mais fácil a manipulação da massa e fazer com que aceitem atos ilegais de corrupção e má gestão dos recursos públicos.

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