quarta-feira, 9 de maio de 2012

Bactéria magnética pode fabricar biocomputadores

Uma espécie de bactéria que se alimenta de ferro pode ser usada na fabricação de biocomputadores. A descoberta foi feita por cientistas da Universidade de Leed, na Grã-Bretana, e da Universidade de Agricultura e Tecnologia de Tóquio, no Japão.

A pesquisa usou a bactéria Magnetospirilllum magneticum. Quando o ferro é ingerido por ela é transformado em pequenos ímãs, parecidos com os encontrados em discos rígidos de computadores. Com isso, os cientistas levantaram a hipótese de fabricar esses discos com muito mais rapidez para os PCs.

Essas bactérias são micro-organismos naturalmente magnéticos. Quando elas comem ferro, proteínas dentro de seu corpo interagem com o metal a fim de produzir pequenos cristais de magnetita, o pedra mais magnética existente na Terra.

A pesquisa estudou como esses micróbios coletam, formam e posicionam esses ímãs dentro de si próprios. Então, os pesquisadores aplicaram o método fora da bactéria para cultivar ímãs que podem ser usados no futuro na construção de circuitos de discos rígidos.

Além da produção de ímãs, os pesquisadores conseguiram desenvolver fios elétricos feitos de organismos vivos. São nanotubos feitos com membranas de células artificias, cultivadas em um ambiente controlado. Esses tubos podem ser usados como fios microscópicos capazes de transferir informações dentro de um computador.
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