segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Juiz de Bacabal solta 7 presos do 1° DP pela enésima vez

O juiz Carlos Roberto Gomes de Paula, da Vara de Execuções Penais, pela enésima vez, mandou soltar sete presos da delegacia do 1° Distrito Policial de Bacabal neste sábado (18). Decisões semelhantes foram tomadas nos anos de 2009, 2010 e 2011. O motivo de soltar os presos é sempre o mesmo: excesso de lotação nas carceragens do 1° DP de Bacabal. Por conta disso, o juiz Roberto de Paula já ficou conhecido nacionalmente.

Após uma inspeção o juiz decidiu determinar o número máximo de apenas seis presos em cada uma das duas celas do 1° DP. Mesmo com esses sete presos soltos, ainda restaram oito presos em cada cela. O juiz estipulou o prazo de 30 dias para que seja cumprida a decisão de seis presos por cela.

"Não podemos tratar os presos como se fossem animais irracionais, até porque eles não podem ser submetidos a tal situação. Amontoar presos em celas que não oferecem a mínima condição não resolverá nenhum problema, ao contrário, só trará outros ainda mais graves", alertou o juiz.

Dos sete presos soltos, um está em prisão domiciliar, outro fol absolvido das acusações de furto e cinco estão respondendo processos em liberdade. A maioria dos presos é acusada de envolvimento com o tráfico de drogas na região.

Em todas as vezes que mandou soltar os presos, o juiz sempre fixou o número mínimo de presos por cela, mas essa decisão nunca foi cumprida, as carceragens estão sempre lotadas. A solução para o problema só aconteceria com a construção do presídio de Bacabal, que já começou a ser construído, mas a obra se arrasta a passos de tartaruga.

A saída da prisão foi comemorada pelos presos que em entrevista a canais de televisão da cidade, declararam por unânimidade que "acharam muito boa a decisão do juiz". Mas quem não gosta dessas decisões de soltar os presos é a polícia e a população.

"Nós, policiais civis, vamos continuar cumprindo o nosso dever, que é prender aqueles que praticarem qualquer delito. Soltar os detentos foi uma decisão judicial, e esta não pode ser contestada, mas cumprida, apesar de sabermos o quanto custa, na maioria das vezes, capturar criminosos como estes", disse o delegado regional Jader Alves.

E enquanto o juiz defende os presos que, segundo ele, não podem ficar em locais inadequados, quem defende a população? Comente abaixo com seu perfil do Facebook ou do Google/Blogger.
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