Palmada não é espancamento. Há crianças e crianças, o ser humano é único, cada um com suas diferenças de temperamentos. Há crianças, que você pode conversar, deixar por alguns minutos de castigo, de ficar sem seu brinquedo preferido e se conseguir um comportamento aceitável, mas, há aquela criança, teimosa, birrenta, que quer todas as sua vontades atendidas, que por mais que se converse, ela permanece inflexível, querendo fazer valer a sua vontade e nesses casos, duas ou três palmadas, não mata ninguém. Aplicar uma palmada numa criança não configura na minha opinião, uma violência. Violência é o que os nossos policiais praticam.
Por favor, preocupem-se com uma educação de qualidade para os mais desfavorecidos, com saúde digna para quem não pode pagar. Há tanto com que se preocupar. Não vejo governos interferir quando um policial açoita nossos filhos, quando um médico deixa morrer numa maca de hospital, uma criança, cujo pais não podem pagar por seu tratamento. Quando uma criança se torna infrator, os pais são os primeiros a serem apontados como responsáveis por tal desgraça. Nossas crianças precisam de ajuda sim, precisam ser defendidas de espancamentos, de estupros, de trabalhos forçados, de estarem fora da sala de aula, de ficarem sem atendimento médico. Sou mãe e avó, amo minha família e por amá-los e não querer vê-los apanhando de policiais, já lhes dei palmadas. Palmada se dar com a mão do amor e dói mais em você do que na criança, nem marca fica porque se ficar, não é palmada.
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*Edleuda Sam - professora da rede estadual de ensino do Maranhão. Blog: Educar Não é Assistencialismo.




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