quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Na política do Maranhão, parentesco e filhismo são marcas registradas

A legislação brasileira não permite o nepotismo, ou seja, empregos de familiares de políticos em cargos públicos. Mas nada adianta, os políticos só protegem seus familiares.

Nos últimos tempos, o filhismo tem sido a prática mais comum na política brasileira. Imaginem no Maranhão. Aqui, os políticos não valorizam e nem respeitam as lideranças que a eles seguem. Querem mesmo colocar membros da familia como se fosem uma extensão da sala para cozinha.

A eleição municipal de São Luis é um claro exemplo da proteção familiar. Vamos citar alguns:

Lourival Mendes (PTdoB) foi eleito deputado federal com o apoio de diversos pastores, prometendo apoiar evangélicos para Câmara Municipal. E deu um culto e orou na cabeça de todos eles. Vai apoiar a sua filha para vereadora em São Luis.

O deputado federal Pinto da Itamaraty (PSDB) prometeu apoiar lideres da massa regueira para vereador. E no entanto, colocou sobre suas asas Pintinho, seu filho.

O secretário de estado Alberto, francamente, acolheu seu filho Rômulo Franco para ser candidato também na capital. E pouco importou o apoio de lideranças comunitárias que desejavam ser candidatos.

Edivaldo Holanda elegeu seu filho Holanda Júnior a deputado federal. E nem queria saber se era uma questão de fé ou de irmandade evangélica. O importante era o laço familiar.

O deputado estadual Raimundo Cutrim só não vai lançar Louro Bill, seu irmão, por uma questão de cheiro, no bom sentindo: o sargento não cheira bem. Por isso decidiu lançar o filho Henrique Cutrim à vereança de São Luis.

O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Arnaldo Melo (PMDB), está usando toda sua influência para eleger a filha Nina Couto Melo, prefeita em Colinas. Não importa se é “iso” ou se é aquilo.

Roseana Sarney não lançou a filha, mas reservou ao ex-genro uma vaga vitalicia na Assembleia Legislativa.

O irmão Fernando Sarney não fica atrás, quer lançar o genro advogado Bruno Duailibe, para disputar uma vaga para o Poder Legislativo. Sem esquecer de Lobão, que tem garantido uma vaga de senador da república para o seu filho, Edinho Lobão.

O deputado Costa Ferreira orou e pediu a Deus, que seu filho Israel seja eleito agora em 2012.

O presidente da Câmara de São Luís, vereador Pereirinha (PSL), quando teve sua candidatura ameaçada pensou em lançar a filha Izabela, para substituí-lo. Claro, viu um exemplo do seu chefe político eleitoral João Castelo (PSDB), fazer a filha Gardeninha duas vezes deputada estadual.

Sem pensar que Sarney jamais deixou o filho Zequinha na estrada, mesmo Sarney Filho (PV) tendo raspado o bigode.

O ex-governador Luis Rocha jamais abdicou mão de fazer o seu filho, Roberto Rocha, a deputado estadual e federal. E no mesmo ritmo, o falecido Nagib Haickel com o filho Joaquim Haickel; João Evangelista com Neto Evagelista (PSDB). E nos vivos, Fufuca com Fufuquinha (PSD) e Carlos Braid com Eduardo Braid (PMN). Sem contar os parentesco com o judiciário, Edilázio Júnior (PV) eleito deputado estadual pela desembargadora Nelma Sarney. E assim vai.

O parentesco ou o filhismo são marcas registradas na política do Maranhão. Doa a quem doer.
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Referência: Blog do Luis Pablo.
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