"O que se destaca em tudo o que vimos é que vamos ter telas em todos os tipos de dispositivos conectadas à internet, seja a geladeira ou um aspirador, sem falar dos carros e da televisão", assinalou o analista Tim Bajarin, da firma Creative Strategies. A entrada da gigante dos microprocessadores Intel no segmento móvel promete um futuro próximo em que os dispositivos móveis serão mais potentes e consumirão menos energia, segundo o especialista.
A Intel entra no mercado dos telefones inteligentes junto com a potência chinesa dos computadores Lenovo. Seu smartphone K800 terá processador Intel e estará equipado com o sistema operacional Android, da Google. Os chips mais rápidos da Intel permitirão uma melhor visualização de vídeos, uma melhor reprodução de músicas e melhores aplicativos pessoais e de games, explicou Bajarin.
A tecnologia da Intel também é fundamental para o desenvolvimento de computadores portáveis ultrafinos, os futuristas ultrabooks. Titãs da eletrônica como Acer, Asus, Hewlett-Packard, Lenovo, Samsung e Toshiba apresentaram na CES seus novos ultrabooks. A Lenovo inclusive mostrou todo seu orgulho com o Yoga, seu delgadíssimo laptop de tela flexível.
A Microsoft, cuja presença este ano na CES será sua última participação no evento de Las Vegas devido ao fato de a feira não coincidir com seu programa de desenvolvimento de produtos, se despediu com a satisfação de que seu software Windows, incluído em vários produtos, levou alguns prêmios. O smartphone Lumia 900, da finlandesa Nokia, equipado com o sistema operacional móvel do Windows, o Windows Phone 7, foi considerado o melhor telefone da CES, e o ultrabook Envy 14 Spectre, da Hewlett-Packard, o melhor computador.
Já o tablet equipado com o Android, o Asus Memo 37OT, da taiuanesa Asus, foi escolhido o melhor tablet da CES, em um evento em que foram apresentados dezenas de novos adversários do iPad. "A verdadeira história desta feira é alcançar a Apple", afirmou Bajarin. "A Apple inova e todos os demais passam os cinco anos seguintes tentando alcançá-la", avaliou.
Os ultrabooks competem com os MacBook Air, os portáteis da Apple, enquanto que os tablets e os smartphones tentam superar os iPhones e iPads da empresa californiana, líderes do mercado. A Apple não participa na Feira de Las Vegas, que este ano bateu um recorde de 3.100 expositores, mas sua influência se confirmou com o gigantesco espaço dedicado a acessórios para seus produtos.
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Referência: EFE, via Terra.



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