domingo, 27 de novembro de 2011

"Negociação só com o fim da greve dos PMs", reafirma Roseana Sarney

“Só existirá alguma negociação quando os manifestantes desocuparem a Assembleia Legislativa”, reafirmou a governadora Roseana Sarney, durante reunião, a portas fechadas, no Palácio dos Leões, na manhã de ontem. Reunidos com a governadora membros da alta cúpula da Polícia Militar, Exército, Bombeiro e autoridades políticas, entre eles, o presidente da Assembléia Arnaldo Melo e o secretário de Estado de Segurança, Aluisio Mendes. Durante o encontro foi anunciado a chegada do general Gomes de Mattos, da 10ª região militar de Fortaleza, que comandará a tropa militar na capital, neste período de greve. A reunião durou cerca de três horas. O general está em São Luís, a pedido da governadora.

O militar chega com o intuito de reforçar a segurança do estado devido a greve dos Policiais Militares e Bombeiros, deflagrada no último dia 24. O general participou da reunião, no Palácio dos Leões, com a governadora, comandantes da PM e Bombeiros. Em coletiva de imprensa a governadora não se pronunciou, somente o porta voz do general Mattos, o Ten Coronel Charles Henrique Moura e o Cel Jeferson Telles falaram referente ao assunto, onde confirmam que acordo nenhum foi feito, a greve continua e que o reforço veio para garantir total segurança à sociedade.

Estiveram ainda na reunião, o tenente-coronel Flávio Peregrino, o comandante geral da PM, Franklin Pacheco, o presidente da Asembleia, Arnaldo Melo, Jamil Gedeon presidente do TJ, João Alberto senador, Hildo Rocha secretário de articulações políticas, Luís Fernando Silva casa civil, Ricardo Murad secretário de saúde, Cel Marcos Paiva, Washington Oliveira vice governador, coronel Jefersson Telles e Aluisio Mendes secretário de segurança.

O tenente Charles, porta-voz do Exército, afirma que a tropa está na capital apenas para garantir a segurança pública da sociedade. Segundo ele, de 300 homens somam-se aproximadamente 1100 em apoio ao Governo para conter qualquer distúrbio. “Esse reforço é para que possamos estruturar o apoio e manter a segurança da população”, ressaltou o oficial. Ele ressaltou ainda que contam com apoio do 23ª Brigada, que vai atuar na região de Imperatriz. Homens do Exército, Força Nacional de Segurança Pública e Força Aérea Brasileira estão organizando as ações para garantir o direito do cidadão para trazer tranquilidade aos maranhenses e que possam realizar suas atividades normais. De acordo com o Cel Jeferson Telles o Batalhão de Choque tem hoje uma responsabilidade muito grande, a de garantir a segurança da sociedade independente dos laços de amizade e não existe laço de amizade entre comandantes, e a presença deles é uma necessidade real dos maranhenses.

Os militares permanecem acampados na Assembléia Legislativa , de onde dizem só sair quando as reivindicações forem atendidas. A categoria tem recebido apoio da população, que chegou a doar mantimentos aos acampados desde a última quarta-feira, no saguão do térreo. De lá, observam as sessões por um telão na entrada de acesso à galeria. Deputados se dividem quanto à movimentação. O presidente da Assembleia, deputado Arnaldo Melo (PMDB), foi indicado como mediador das negociações com o governo do estado chegando a se pronunciar, na tentativa de frear o movimento.

Foi julgado improcedente o pedido de prisão de quatro líderes da greve da PM e dos bombeiros do estado. A decisão partiu do juiz auditor militar em São Luís, Vicente de Paula Gomes de Castro. O pedido havia partido da Corregedoria da Polícia Militar, na última semana, como forma de punir os oficiais que estavam à frente do movimento. No regimento da Polícia Militar, baseado na disciplina e hierarquia, não é permitida insubordinação. Para o Comando Militar e do Corpo de Bombeiros, a ordem das corporações foi alterada com a decretação da greve, uma vez que, esta também não é permitida, segundo as normas militares.

Desde maio, Governo e policiais vêm reunindo para tentar chegar a acordo quanto às reivindicações da categoria. O principal impasse é o reajuste salarial: categoria pede 30% e diz não abrir mão do índice. Outros pontos tratam de melhores condições de trabalho e concessão de direitos trabalhistas. A greve dos militares completa, hoje, cinco dias, e segundo os grevistas, por tempo indeterminado. Tropas já aderiram à greve nos municípios de Imperatriz, Pindaré, Balsas, Pinheiro, Bacabal, Grajaú e Timon. No Estado, o efetivo soma cerca de sete mil policiais militares. Na madrugada do dia 24, por determinação do juiz de plantão, desembargador José Stélio Nunes Muniz, a greve foi considerada ilegal. O juiz arbitrou pena em caso de descumprimento: desconto na pelos dias parados e multa de R$ 200 diária por militar. Ainda assim, os militares não cumpriram a determinação. Desta forma, o governo entrou na justiça pedindo a prisão dos líderes do movimento.
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Referência: Annyere Pereira - O Imparcial.
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