quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Celular reduz pobreza nos países latinos, afirma estudo

A rápida penetração da telefonia celular ajudou a reduzir a pobreza na América Latina ao melhorar as condições do mercado de trabalho em países onde o emprego informal prolifera, permitindo aos autônomos ficarem localizáveis, o que representa mais garantia na hora de conseguirem trabalhos.

Esta é uma das conclusões mais surpreendentes do estudo "Comunicação móvel e desenvolvimento econômico e social na América Latina", apresentado nesta quarta-feira em Barcelona.

O relatório foi elaborado por pesquisadores de vários países, que analisaram o impacto de uma tecnologia com apenas duas décadas de vida e à qual 75% dos habitantes destes territórios já têm acesso, embora em alguns deles a penetração seja inclusive maior (98% no Chile e 78% no México, por exemplo).

A proliferação dos celulares nesta região do planeta (que é equivalente aos níveis dos Estados Unidos e acima do conjunto da Ásia) teve uma repercussão positiva no crescimento econômico, sobretudo nos países e regiões mais pobres, onde se transformou em um estímulo.

Neste sentido, o documento destaca o papel que os aparelhos têm na atividade diária dos trabalhadores autônomos que vivem nas grandes cidades e que são auxiliados por esta tecnologia.

No âmbito rural e agrícola, o celular permite que eliminem intermediários ao disporem de informações sobre os mercados e o clima, aspectos essenciais em sua atividade.

Além do lado econômico, a pesquisa divulga que o celular aumentou também a segurança e a percepção da mesma, elemento essencial quando se vive em entornos violentos, onde graças a estes dispositivos as pessoas podem estar conectadas com suas famílias.

Além disso, este tipo de telefonia aumentou a autonomia individual das pessoas, assim como a concepção do coletivo, algo que foi comprovado recentemente entre os jovens e estudantes chilenos que se uniram em uma mobilização social sem precedentes.

Este trabalho foi promovido pela Fundação Telefónica e o Internet Interdisciplinary Institute (IN3) e publicado pela Editora Ariel.
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Referência: EFE via Terra.


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