segunda-feira, 25 de julho de 2011

No Dia do Motorista eles pedem mais segurança para trabalhar

Nesta segunda-feira (25), no dia em que se homenageiam os motoristas, aqueles que estão atrás dos volantes cobram mais atenção do Poder Público, principalmente em relação à segurança. Nossa profissão continua sendo uma das mais incertas; você sai de casa sem a certeza de voltar", diz o motorista Lídio Marcolim de 67 anos, morador de Caxias do Sul. Caminhoneiro há 43 anos, Lídio conta que a profissão está “abandonada”. “Não temos nenhum privilégio e nenhum cuidado é oferecido a nós caminhoneiros."

Segundo Lídio, faltam políticas voltadas aos motoristas, cujo padroeiro é São Cristovão. "Além de facilitar a compra de caminhões abaixando os juros, não lembro de nenhuma outra facilidade. Muitos caminhões hoje em dia acarretam mais problemas, porque as estradas estão cada vez mais cheias e com menos estrutura."

A Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Rio Grande do Sul, reúne 180 mil profissionais que exercem a profissão de maneira autônoma. "O dia 25 serve para pedirmos proteção a São Cristovão, que é quem cuida por nós", destaca o presidente da federação, Eder Del Lago. Ele diz que todo dia 25 é feita uma festa e uma procissão para pedir proteção aos caminhoneiros. "Aqui em Caxias temos uma igreja em formato de caminhão, tamanha a paixão. Nossos dias são ásperos e solitários, então fazemos questão de comemorar o dia que nos é dedicado."


O taxista Jailson Monteiro, de 58 anos, dirige desde 1978 em Brasília e diz que a vida de motorista sempre foi difícil. "Nossa profissão é uma forma de sobrevivência cansativa, estressante e preocupante". O profissional diz que a categoria se sente menosprezada e vista com maus olhos por grande parcela da sociedade. "Temos um papel fundamental, por exemplo, no que diz respeito ao turista. O primeiro contato de um turista muita vezes é com o taxista e isso é ignorado por muita gente, inclusive pelo governo."

Os motoristas convivem com acidentes nas estradas e isso pode deixar sequelas. O presidente da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, José Marcus Rotta, diz que é necessário um cuidado especial. "Quando se trata de acidentes automobilísticos não se deve contabilizar apenas as mortes. Em vários casos, a vítima, o motorista, muitas vezes, sofrem lesões ou traumas que deixam sequelas graves."
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Referência: Agência Brasil.


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