quarta-feira, 13 de julho de 2011

Copa do Mundo 2011 de futebol para robôs é realizada na Turquia

Robôs foram colocados à prova em Istambul, na Turquia, na RoboCup, ou Copa do Mundo de futebol de robôs, reunindo engenheiros de 40 países.

Cetin Mericli, um dos organizadores da Copa do Mundo de Robôs de 2011 conta que o evento reuniu 1,5 mil robôs que se enfrentaram em jogos de futebol.

"O torneio conta com times de robôs humanóides que têm pernas e braços, e robôs com rodinhas. Cada um enfrenta um problema diferente em campo em um ambiente muito dinâmico", disse.

O organizador afirma que cada um dos robôs jogadores muda de posição o tempo todo em campo. Ninguém fica sabendo antecipadamente as intenções do jogador rival, o que, em termos de robótica, é um problema muito difícil de resolver.



E todos os robôs são autônomos, ou seja, jogam com a própria inteligência. Os participantes programam o robô e simplemente soltam as máquinas em campo para participarem do jogo.

Thomas Rofer, vencedor na categoria de robôs de plataforma-padrão, disse que cada robô que projetou é um sistema autônomo, com um computador, câmeras, e outros sensores.

"O robô percebe o campo de futebol pela câmera, detectando as traves, as linhas de campo, os outros jogadores e a bola. Ele então constrói um modelo a partir do que percebeu e começa a jogar."


As regras da Copa do Mundo são inspiradas pelas regras da Fifa, mas, como os jogadores são máquinas, o regulamento foi adaptado. Por exemplo: os robôs que empurram demais recebem punições mais severas, já que as máquinas são mais frágeis do que os humanos.

Stephen McGill, do time vencedor na categoria humanóide, explica que os robôs têm uma webcam, como a de computadores comuns, que processa todas as cores que vê e determina onde estão as linhas e a bola.

"Eles estão conectados a uma rede wi-fi e se comunicam entre si. Como se um robô falasse para outro: estou mais perto da bola, vou chutar e você faz a defesa", afirmou.

A ideia é usar estes robôs cada vez mais para executarem tarefas que os humanos não querem fazer: tarefas perigosas demais ou sujas demais. Os robôs poderiam ser enviados a áreas onde existem escadas altas, ou áreas estreitas demais.

Os organizadores da Copa do Mundo de Robôs até já arriscam dizer que, daqui a dez anos, vão existir tantos robôs trabalhando, que as pessoas nem vão conseguir contá-los e eles vão começar a fazer parte de nossas vidas.
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Referência: BBC Brasil.


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