quinta-feira, 16 de junho de 2011

Centenário da IBM, a gigante da informática

A gigante americana da informática IBM, responsável por várias das revoluções tecnológicas experimentadas pelo mundo, comemora nesta quinta-feira 100 anos de existência com a mesma vitalidade, apesar de já não exercer o mesmo domínio de seus tempos de esplendor.

Com quase US$ 200 bilhões de valor de mercado, a IBM está muito atrás da Apple, mas se mantém ainda assim no firmamento tecnológico, junto com a Microsoft. Essa longevidade deve-se a "seu talento para colocar ao alcance dos usuários o que necessitam e querem em matéria de processamento da informação", indica o especialista Thomas Misa, professor de história das tecnologias na Universidade de Minnesota.

"É o que fizeram nos anos 1930 com suas máquinas com cartões perfurados e fizeram o mesmo, basicamente, com a mudança depois de 1993 dos serviços de informática", afirma. Apesar de ter "ancestrais" que remontam do século XIX, a IBM nasceu oficialmente em 1911 a partir da fusão de três empresas especializadas em relojoaria, balanças e ferramentas de ajuda ao cálculo utilizadas pelos organizadores do censo americano.

Três anos mais tarde, esta empresa batizada de CTR contratou como diretor-geral Thomas Watson, que permaneceu no cargo até 1956, quando cedeu o posto a seu filho. Até 1971, Thomas Watson pai e filho moldaram a cultura do que a partir de 1924 chamou-se International Business Machine, IBM. O grupo foi objeto de piadas durante muito tempo pelo conformismo de seus funcionários, mas isso não lhe impediu de estar na vanguarda da inovação, ao ponto de reivindicar o maior número de patentes americanas nas mãos de uma só empresa. Além disso, entre seus funcionários, há cinco Prêmio Nobel de Física.

A IBM desenvolveu-se graças a seu gosto pelas "grandes apostas", analisa Dag Spicer, conservador do Museu de História dos Computadores (Computer History Museum) em Mountain View, na Califórnia, oeste dos EUA. "Durante a Grande Depressão, Tom Watson continuou fabricando máquinas inclusive sem ter mercado", explica Spicer.

Então, quando em 1935 o presidente Franklin Roosevelt criou o órgão de administração das aposentadorias, "a IBM era a única empresa que tinha o equipamento preparado" para tratar dos milhões de expedientes surgidos da noite para o dia, o que lhe garantiu um domínio sem igual no setor dos cartões perfurados, diz.


Depois, em 1964, "Tom Watson Jr. apostou US$ 5 bilhões, ou seja, quase a totalidade da companhia, em um novo sistema, o 360, (novo modelo de computador central), que tornava obsoletos todos os outros produtos da IBM", assegurando assim a compatibilidade dos programas em toda uma família de computadores. "O sistema 360 foi o maior êxito de todos os tempos em computadores centrais e gravou as letras azuis da IBM no imaginário popular", destaca Spicer.

Por outro lado, a IBM chegou tarde ao mercado dos computadores pessoais nos anos 1980, atrás da Apple, e "ficou à beira da morte". A boa saúde retornou a partir da reorganização em torno das empresas que formam o coração da IBM, um processo iniciado em em 1993. O grupo obteve faturamento de US$ 29 bilhões de dólares em 2010, um recorde, atuando em grandes computadores centrais, centros de armazenamento e serviços.
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Referência: Terra e AFP.


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