terça-feira, 29 de março de 2011

Professores do MA decidem continuar em greve

Depois de quase um mês de paralisação das atividades escolares, os trabalhadores em educação de todo o Estado decidiram por continuar a greve. Esta decisão foi tomada durante as assembléias realizadas em todas as dezoito (18) regionais distribuídas no Estado, que a exemplo de São Luis, mantêm-se firme na decisão de continuar o movimento.

A primeira assembléia de uma série de outras que ocorreram nas regionais maranhenses, foi realizada no último dia 23 (quarta-feira), na Fetiema (Praça da Bílbia), sob a presença de centenas de educadores que decidiram por unanimidade manter a greve a favor da aprovação e aplicação do Estatuto do Educador e de mais 21 itens que constam da pauta de reivindicação.

DECISÃO JUDICIAL


No que se refere à decisão judicial aplicada ao SINPROESEMMA (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão) pelo juiz Marcelo Carvalho a favor do governo estadual, a direção juntamente com o setor jurídico da entidade deu entrada a uma reclamação no Supremo Tribunal Federal na última quinta-feira, (24).

A mesma reclamação foi encaminhada ao Tribunal de Justiça do Maranhão.
Segundo o presidente do SINPROESEMMA, Júlio Pinheiro, a direção guarda grande expectativa de reverter a situação no STF, tendo em vista a fragilidade da decisão do desembargador Marcelo Carvalho quando se utiliza de argumentos que não condizem com a realidade da campanha salarial da categoria, uma que vez que a mesma teve início ainda em 2009. Ainda segundo Pinheiro, a ação não afeta a continuidade da greve.

“Esta decisão é política. O governo tomou esta iniciativa por que percebeu o crescimento do movimento e o incômodo que vem causando à imagem da governadora. A categoria não se intimida e entende que tem muita disposição ainda para enfrentar este governo”, disse o dirigente sindical.

PRESSÃO DOS GESTORES

Na opinião de Júlio Pinheiro, a Secretaria de Estado da Educação – Seduc -, por meio dos gestores regionais têm pressionado sobremaneira os contratados e recém-nomeados. Ameaças e exonerações são os termos mais utilizados por eles ao tratarem de perto com os educadores, quando o assunto é paralisação.

Em tom de denúncia, o presidente disse ser esta uma prática corriqueira nas greves dos educadores. “Isto precisa ser entendido como um gesto antidemocrático do governo e de rebaixamento do debate. O governo não consegue sensibilizar porque não tem argumento o suficiente e, no entanto, se apropria de métodos autoritários da época da ditadura e quer assim, calar a voz do educador”, disse indignado ao tempo que completa: “Não podemos aceitar em uma república democrática esses métodos fascistas”!

DIREITO À GREVE É CONSTITUCINAL

Júlio Pinheiro defende a greve como um direito concreto do trabalhador da educação. “Estamos no direito de cobrar publicamente do governo compromissos adiados há mais de dois anos”, destacou.

Para ele, a falta de compromisso do governo do Estado fere a lei do Piso, a garantia da carreira dos profissionais em educação, a dívida do Estado no tocante as promoções, titulações, nomeações dos excedentes do último concurso, isonomia salarial dos contratos precários e compromisso com o Plano Estadual de Educação de forma democrática, de acordo com a direção do SINPROESEMMA, além de diversos aspectos da pauta apresentados ao governo.

“Queremos convidar a todos para juntos construirmos a agenda dos próximos dias. Educadores de todos os municípios podem participar fortalecendo assim, a nossa luta!”, finalizou o presidente.
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Referência: SINPROESEMMA.


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Um comentário:

  1. Só a favor da continuação da grave, pois aqui no Maranhão está havendo uma didatura, fica uma pergunta a governadora: Por que odeia os professores?

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