terça-feira, 22 de março de 2011

Polícia de Bacabal não consegue identificar autoria da morte de criança de 3 anos

A delegada Clenir Reis concluiu o inquérito que apurou se houve ou não mau atendimento à menina Mayane Cleide (3 anos) no pronto-socorro de Bacabal. A criança deu entrada no hospital Laura Vasconcelos, onde funciona o pronto-socorro, no dia 16 de janeiro. Foi atendida, depois voltou no dia 19 e a mãe passou horas sentada no banco de espera. Só foi atendida depois que chegou uma equipe da TV Mearim. Transferida para São Luis, a criança faleceu no dia 27 de janeiro no Socorrão II. Segundo a mãe denunciou, os médicos da capital disseram que se ela tivesse recebido um atendimento adequado em Bacabal, não teria falecido.

A delegada Clenir não encontrou na sua investigação nenhum indício de mau atendimento. Em entrevista ao programa Roda Vida, da TV Difusora ela disse que encontrou falhas mas no comportamento da mãe da criança. Resolvi pegar os trechos e analisar à luz da razão.
"Percebermos que não houve negligência no atendimento no Laura Vasconcelos. Todo o atendimento, inclusive as fichas de atendimento chamadas zero hora... zero dia (desculpa) por aquele hospital consta que a Mayane foi sim medicada, mas a queixa em que a mãe da Mayane dizia era apenas de que estava com o braço inchado. E foi constatada uma pequena luxação. O médico especialista - ortopedista responsável - pediu que colocassem uma tala no braço da criança. Acreditamos sim, como o médico esclareceu, que se houvesse a necessidade de um outro exame para constatar uma outra patologia teria sido percebido".
Nesse trecho o que posso concluir? A criança chega ao Socorrão e o médico presta o pronto atendimento. Mas pronto atendimento pra ele é examinar apenas aquilo que a mãe argumenta. A mãe chega dizendo que a criança caiu de uma rede, que está com o braço inchado e os médicos apenas se preocupam com o braço. Você leitor, mandaria fazer um raio-x de tórax? Eu também.

Mais adiante na entrevista a delegada Clenir analisa os pontos que ‘comprometem’ a mãe da criança. A delegada fala sobre a senhora Margarete Silva ter dito que levou a criança para ser atendida no posto de saúde do bairro Novo Bacabal:
"Ela disse que teria levado a criança ao posto do Novo Bacabal. Ela não levou. Foi constatado que não. Não há nenhuma fica cadastral. Não há o atendimento da Mayane Cleide no posto do Novo Bacabal".
Os postos de saúde funcionam precariamente e não é de hoje. Quem disse que são essa excelência em atendimento? E o fato de não ter nenhuma ficha não é indicativo de que a mãe da criança não tenha ido procurar atendimento.

Sobre o primeiro atendimento da criança, a delegada também encontrou culpa na mãe:
"Ela disse ter ido ao Laura vasconcelos essa primeira vez levar a criança. Nós descobrimos que quem levou ela a primeira vez foi a tia da criança"
Em outro trecho da entrevista a delegada repete a teoria de que o médico só poderia examinar a criança naquilo que a mãe estava reclamando. Diz ela:
"Em todas as fichas zero dia em que a Mayane foi atendida, todas elas consta que ela foi devidamente medicada de acordo com a queixa da mãe".

"Na verdade a mãe chegou queixando-se no hospital, segundo os médicos, de uma queda de rede da Mayane. Enquanto que nós descobrimos que na verdade a Mayane caiu na cidade de Pio XII por volta do dia 27/28 de dezembro (2010) em companhia da mãe em uma bicicleta perto do clube do Xibiu em Pio XII, veio a bater a costelinha. Talvez tenha realmente machucado o braço desde o dia 28. E o lapso temporal de levar a criança somente no dia 16 ao hospital agravou seu estado de saúde".



Aqui não da pra entender. Caindo de uma rede ou de uma bicicleta, a criança precisava ser bem atendida. E se a mãe demorou a levar a criança, isso deveria ter dado mais chance pros médicos do socorrão descobrirem que ela estava com uma pneumonia. E isso não aconteceu, a pneumonia foi descoberta em São Luis. A delegada citou a queda, mas não teve segurança em afirmar que isso causou o machucado no braço da criança, limitou-se a dizer que "talvez tenha realmente machucado o braço desde o dia 28".

No final da entrevista a delegada reafirma a história da queda em Pio XII. E fala algo que não se concebe, uma infecção no braço. Não houve infecção, houve uma luxação. E se a pneumonia agravou, que bom atendimento foi esse prestado em Bacabal que não conseguiu diagnosticar uma pneumonia numa criança?
"Mas eu volto a dizer, há um lapso temporal muito grande entre o dia 28 e o dia 16 em que ela levou. Essa criança pode em virtude da queda ter realmente, já estar com a pneumonia e agravou o caso com a infecção do braço. E o que nós podemos concluir nesse caso é que não houve negligencia médica, a autoria é indefinida".
Alguém pode explicar como é que um problema no braço vai agravar uma pneumonia, doença que é desenvolvida nos pulmões? Pelo visto a delegada Clenir Reis não se teve o cuidado de requerer um profissional médico para acompanhá-la no inquérito. E nenhum leigo tem condições de inquirir qualquer profissional, de qualquer área, sem um acompanhamento. Os profissionais usam termos técnicos e jargões que só outro profissional da área pode entender.




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3 comentários:

  1. Acho qu não devemos culpar um sistema pela MORTE de uma pessoa, DEUS sabe de tudo, com muita humildade.
    Ass: Edmilson Moura
    Bacabal-MA

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  2. Todos nós sabemos, quando se precisar de atendimento no Hospital citado, pessoas que não tem condições, são mal atendidos. Faz tempo isso é assim! Podemos observar todos os dias nos notícias dos jornais e outros meios de comunicação. O fato é, morre cada vez mais pessoas, e nínguem faz nada! E quando faz, olha o resultado.
    Isso é Vergonhoso!

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  3. a saude esta muito doente em todo brasil,mais se nossos governantes olhase como se cada paciente foce seu filho a saude estaria melhor concordo que este caso esta estranho temos ai uma exelente delegada de policia no caso mais nada irá mudar a morte de uma criança, com muita dor e sofrimento.vamos internar a saude no socorrão será que vai sobreviver..

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