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Rebelião na penitenciária de Pedrinhas em São Luis - MA: 18 mortes confirmadas

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Desde as nove horas da manhã desta segunda-feira (8) está acontecendo uma rebelião no anexo do Presídio São Luís, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís - MA. Cerca de 200 presos aderiram ao motim.

A rebelião teve início após o descuido de um agente penitenciário durante a revista. Presos conseguiram dominar o funcionário e tomar a arma dele, que acabou sendo baleado. O agente penitenciário Raimundo de Jesus Coelho, conhecido como Dico, foi liberado pelos detentos e encaminhado ao hospital.

Cinco agentes penitenciários são mantidos reféns pelos detentos. As negociações com os presos rebelados serão retomadas nesta terça-feira (9). Eles reivindicam agilidade nos processos pela Justiça, água no presídio e reclamam da superlotação nas celas.

Até o momnento já foram confirmadas nove mortes de detentos, mas estima-se que este númeto seja 14. Não se sabe ao certo porque existe muita informação desencontrada, fala-se que dessas mortes, três foram por decaptação. Só foi possível confirmar as nove mortes porque os detentos liberaram nove corpos.

Os detentos mortos foram identificados como: Neguinho do Barreto, Guri, Negão, Cleiton, Elisangelo, Chiquinho, Dragão, Isaque e Eromar.

O Complexo Penitenciário de Pedrinhas está cercado por policiais desde que a rebelião teve início, por volta das 9h. Policiais militares, policiais civis, Grupo de Operações Especiais e a Tropa de Choque estão no local. Também há duas unidades do Corpo de Bombeiros em frente ao presídio.

Para negociar com os rebelados, estão na área interna, próximo ao anexo do Presídio São Luís, o secretário Bispo Serejo, o juiz da Vara de Execuções Criminais, Jamil Aguiar, promotores de Justiça, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MA, Luís Antônio Pedrosa, outras autoridades e a imprensa. A presença de todas essas pessoas foi, inclusive, uma exigência dos detentos.

NEGOCIAÇÃO

Quando estava tudo certo para eles liberarem os reféns e se entregarem, um detento, que não estava no comando do movimento, passou a decidir com outros dois presos responsáveis pela rebelião e não aceitou o acordo. Assim que recusaram o acordo para encerrar a rebelião, os detentos jogaram as cabeças de três pessoas mortas dentro do anexo pelas janelas.

Assim, o impasse continua e as negociações serão retornadas nesta terça-feira.

Atualização às 12:43 de terça-feir, 9 de novembro
REBELIÃO CHEGA AO FIM COM 18 MORTOS
A rebelião acabou há poucos minutos. No total, 18 detentos foram mortos na rebelião no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, que teve início ontem. A informação foi confirmada pelo secretário de Segurança do Estado, Aluísio Mendes. Dos mortos, 9 foram na segunda e mais 9 na terça, sendo que três dos detentos tiveram o pescoço degolado. A polícia e agentes penitenciários começam as ações para revistar os presos e o prédio.


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